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MEMÓRIA
Museu de História da Medicina


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Edição 183 - 11/2002

MEMÓRIA

Museu de História da Medicina


APM inaugura Museu de História da Medicina

Desde o dia 18 de outubro deste ano, Dia do Médico, quem visitar a Associação Paulista de Medicina, à avenida Brigadeiro Luís Antônio, 278, em São Paulo, poderá conhecer o Museu de História da Medicina Jorge Michalany. São painéis, quadros, microscópios, seringas e outros instrumentos que ajudam a contar e conhecer a medicina de épocas anteriores. O médico e curador, que dá nome ao Museu, acredita que este seja talvez o primeiro Museu de História da Medicina numa associação médica do país.

O museu começou a ser montado com o acervo pessoal de Michalany. O pai do curador, o médico Nagib Faris Michalany, gostava de colecionar figuras das mais variadas naturezas e colá-las em álbuns. Quando estudante de medicina, Jorge Michalany manuseava os álbuns e algumas revistas de propaganda farmacêutica que faziam referências sobre a história da medicina. “Eram revistas como a Therapeutic Notes, do laboratório norte-americano Parke & Davis”, esclarece Michalany.

Quando Nagib faleceu, em 1946, Jorge, que havia desistido da Clínica e da Cirurgia pois ficara apaixonado pela Anatomia Patológica, decidiu viajar ao Exterior. Passou dois anos nos Estados Unidos, onde teve a idéia de montar, no Brasil, um museu nos moldes do Museu das Forças Armadas Americanas, que ficava em Washington.

Início
Quando voltou ao Brasil, em 1949, além de continuar nas funções de assistente da Escola Paulista de Medicina, foi contratado para fundar e dirigir o Serviço de Anatomia Patológica da Santa Casa de Misericórdia de Santos. Nessa época solicitou ao laboratório Parke & Davis sua coleção de gravuras. “Fui plenamente atendido e recebi 46 gravuras sobre história da medicina e outras tantas sobre patologia”, conta o curador.

Dessa maneira, Michalany sugeriu a montagem de um museu sobre patologia na Santa Casa. Em janeiro de 1971, após muito trabalho, o Museu de Patologia da Santa Casa de Santos foi inaugurado. Mas toda a dedicação e cuidado do curador com seu museu não tiveram longa duração. “O novo provedor da Santa Casa, um advogado criminalista, estranho a São Paulo e Santos, imbuído de uma volúpia de poder, resolveu afastar todos aqueles que pudessem ofuscar sua vaidade, entre eles, eu”, explica Michalany. “Desse modo, o ímprobo provedor engendrou um falso motivo para despedir-me da Santa Casa. Apesar das artimanhas do criminalista ganhei a causa na justiça mas, infelizmente, perdi o museu que com tanto carinho eu fundara”, continua Michalany. O museu foi desmontado, e as peças jogadas em um depósito impróprio para o material, o que provocou a perda de 40% do acervo iconográfico.

Só dez anos depois, quando, segundo Michalany, “o despótico provedor foi cassado”, conseguiu reaver 60% do material e instalou as peças no Departamento de Anatomia Patológica da Escola Paulista de Medicina (EPM), do qual era professor titular. “Lá permaneceu o Museu até minha aposentadoria compulsória em 1986, expulsória, no dizer do professor José Ribeiro do Valle”, brinca.

Por conhecer bem a EPM, foi convidado pelo diretor do Museu Histórico da Escola, Wladimir da Prussia Gomes Ferraz, para ser o vice-diretor do Museu, a fim de ajudá-lo na organização. Propôs a ampliação do acervo com o material da Santa Casa de Santos, o que não foi possível por falta de espaço. “Com o falecimento do Dr. Wladimir pensei que eu, como vice-diretor, seria o sucessor na curadoria do museu, mas foi feita uma reestruturação do Museu”, relata Michalany.

Em casa
Não querendo perder o material, o curador levou todo o acervo para casa, onde permaneceu durante 13 anos, quando então lembrou-se da Associação Paulista de Medicina e de seus ex-alunos e diretores da entidade, José Luiz Gomes do Amaral, Antônio Valdemar Tosi e Guido Arturo Palomba. “Fui prontamente atendido por eles e consegui um local para reverenciar a história da medicina”, alegra-se.

Para iniciar a montagem do museu, Michalany remeteu inúmeras cartas a colegas e amigos, solicitando auxílio financeiro ou a doação de instrumental de uso médico. “Tive a satisfação de contar com os primeiros 120 colaboradores, cujos nomes estão gravados numa placa de agradecimento na entrada do Museu”.

Quanto ao nome do Museu, Michalany agradece a homenagem: “Tenho dois motivos para agradecer: primeiro porque é melhor recebê-la ainda em vida do que depois de morto, já que com 86 anos, só penso nos anos que me faltam e não nos que me sobram. Em segundo, porque tenho orgulho de ver gravado meu nome numa sociedade paulista de médicos, exatamente nesta Paulicéia, onde nasci, neste Estado de São Paulo que defendi durante a Revolução de 1932, e onde cursei a entidade de ensino chamada Escola Paulista de Medicina”.

Acervo
O projeto da construção do museu começou a tomar forma em abril de 2000. Os primeiros materiais a compor o museu foram peças em ceroplastia representando lesões de pele, doadas pelo professor Lacaz e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; um microscópio monocular do século XIX, doado pelo médico Fernando Prestes Cesar; uma balança para pesagem de substâncias de fabricação norte americana, de 1905, que pertenceu a Nagib Faris, doada pelo médico e curador Jorge Michalany; uma folha do Platanus Orientalis, sob essa árvore Hipócrates dava seus primeiros ensinamentos, doada pelo médico Petrônio Stamato Reiff.

Estão também em exposição painéis iconográficos referentes à história da medicina e áreas e especialidades da medicina. A promotora de eventos culturais da APM, Ana Cláudia Costa explica: “começamos com a história da medicina, falando sobre a medicina na Grécia, e agora estamos separando por áreas, como cirurgia”.

O Museu de História da Medicina Jorge Michalany está aberto a visitas de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30, na sede da APM – avenida Brigadeiro Luís Antônio, 278 - 5º andar, São Paulo, Capital. Para crescer, o museu precisa do apoio dos médicos por meio de doações financeiras e, principalmente, materiais, fotos, aparelhos, instrumentos, mobiliários ou qualquer objeto que auxilie na reconstituição da história da Medicina.

Para mais informações entrar em contato com (11) 3188-4303 ou museu@apm.com.br

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