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Edição 70 - Janeiro/Fevereiro/Março de 2015

TURISMO (págs. 42 a 46)

África do Sul

Um show da natureza...


... com direito à cidade de Capetown, que encanta pela beleza,
em um país com culinária vibrante e infraestrutura turística admirável

Sergio Setsuo Maeda*


Vista da Baía de Capetown

 

Fazer um safari é uma das grandes experiências de um turista na África do Sul. Tive a oportunidade de fazê-lo em uma reserva particular nas cercanias do Kruger National Park, a maior área de conservação natural, nas províncias de Mpumalanga e Limpopo, no nordeste do país, com um ranger (guia especial das reservas) exclusivo, a bordo de um Land Rover aberto. Como os animais não distinguem cores, exceto os primatas, é possível se aproximar bastante deles, obviamente tendo o cuidado de não se levantar do assento ou fazer movimentos bruscos. É emocionante vê-los livres no seu habitat, experiência que nenhum zoológico pode proporcionar.

Geralmente são oferecidas quatro incursões, que ocorrem no começo da manhã e no fim de tarde, porque nesses horários os animais ficam mais ativos, e espécies diferentes podem ser vistas. Além disso, evitam-se as altas temperaturas do meio do dia. No imaginário, geralmente temos a ideia de que a savana é amarela, mas, no verão, ela fica totalmente verde. A vegetação também está mais alta, o que dificulta a visualização dos animais. Por isso os rangers são fundamentais. É interessante para um turista urbano observar quais sinais eles procuram no solo, no céu e nos ruídos ao redor. Além dos facilmente vistos – girafas, impalas, gnus –, o sortudo turista pode tentar conseguir ver os big five: búfalo, leão, elefante, leopardo e rinoceronte.





Nos safaris, de preferência em companhia de um ranger,
é possível ver os animais em seu habitat natural.
Logo acima, vendedora de frutas, em Johannesburgo.


Próximo das montanhas Pillanesberg, a duas horas de carro de Johannesburgo, fica o complexo turístico de Sun City; uma espécie de Las Vegas africana. Fiquei hospedado no suntuoso e cinematográfico The palace of the lost city. Lá, o turista pode ter acesso a cassino, teatro, cinema, parque temático, excelentes restaurantes e até a uma praia com ondas artificiais, a Valley of the waves. De lá, pode-se fazer um passeio de balão sobre a savana, porém o mau tempo provocou o cancelamento de minha única tentativa.




Primeira imagem: grupo de dança típica;
em seguida, praia artificial  no suntuoso hotel The Palace of the Lost City;
e acima, criança sul-africana


As belezas de Capetown
Segundo os locais, Capetown está para o Rio de Janeiro assim como Johannesburgo está para São Paulo. Mesmo que a comparação com a cidade maravilhosa não seja totalmente plausível, de qualquer forma a primeira encanta pela beleza.

A zona do agito fica no bairro Victoria & Alfred Waterfront, com vista para o porto, além de ótimos restaurantes e comércio sofisticado. No city tour, passamos pelo bairro malaio Bookaap, com suas casas de paredes coloridas; pelo Forte da Companhia Holandesa das Índias Orientais, usado como ponto de abastecimento durante as grandes navegações; e pelo District Six Museum, que mantém viva a memória do que foi o regime do apartheid.


Pôr do sol à beira mar, em Port Elizabeth


Área central de Johannesburgo
 

É inevitável visitar a Table Mountain, uma das sete maravilhas naturais do mundo. Mas, se possível, tente providenciar um ticket com antecedência, pois a fila é imensa. Vale pela linda vista da baía, após um passeio de teleférico. Outro tour que valeu a pena foi o de Cabo da Boa Esperança, com belas vistas ao longo do caminho. É possível ver marcas das passagens dos portugueses por lá (incrivelmente, eles não criaram uma colônia nessas terras), assim como desvendar quem era o gigante Adamastor, citado no poema Os Lusíadas: uma grande pedra no oceano, que furava o casco das embarcações que tentavam passar pela região.

 

Caldeirão cultural
A África do Sul é uma grande mistura de cultura negra, europeia, indiana, malaia, muçulmana e chinesa. Há 11 idiomas oficiais, sendo que a língua falada pelos brancos é o africâner, uma corruptela do holandês. Porém, todos se entendem por meio do inglês. Há muita semelhança com o Brasil em termos de beleza natural, riqueza de recursos naturais e cultura, mas também de mazelas como a violência das periferias distantes das zonas turísticas, analfabetismo, pobreza e corrupção. Há uma culinária vibrante e uma infraestrutura turística admirável. A África tem também um apelo que nos remete à origem da espécie humana. É como se nos sentíssemos perto do útero que nos gerou. É apaixonante!

*Médico endocrinologista



O legado de Mandela

Foi incrível visitar o país durante as cerimônias do funeral de Nelson Mandela, em dezembro de 2013. Senti-me no turbilhão da história. Madiba, como era chamado, nasceu em uma família tribal nobre, mas foi educado entre os brancos e tornou-se advogado. Admirava o poeta William Ernest Henley, que escreveu o poema Invictus, cujos versos – Sou o dono do meu destino, sou o capitão da minha alma – inspiraram o lindo filme de Clint Eastwood, também denominado Invictus. Magistralmente interpretado por Morgan Freeman, ele retrata o contato de Mandela com a sociedade branca, logo no início de seu governo, por meio da equipe de rugbi sul-africana, que havia ganhado o campeonato mundial.

Inspirado por Gandhi, que passou pelo país, o líder sul-africano iniciou sua luta baseado na política de não-violência e na desobediência civil às brutais leis do apartheid, o que lhe custou uma prisão durante 27 anos, na Ilha de Robben (uma visita que vale a pena). Devido à grande pressão internacional, o regime teve de ser revogado para não sufocar a economia da África do Sul. A inteligência de Mandela era tamanha que seu discurso, ao assumir a presidência, conseguiu unir a nação, evitando uma guerra civil e a separação do território sul-africano em vários países. Conseguiu, também, evitar a fuga da minoria branca e de suas economias, colocando o país na rota do crescimento.
Atualmente o país é um dos membros do Brics – acrônimo que reúne a primeira letra dos paí­ses que formam o grupo de parceria econômica: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Apesar de ser um grande polo turístico, ainda percebe-se, no território sul-africano, um clima de tensão racial, que o governo e a sociedade tentam minimizar, educando as crianças em escolas multiétnicas. Nos ambientes públicos, observa-se o convívio entre as diversas etnias.

 


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