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PONTO DE PARTIDA (pág.1)
Bráulio Luna Filho


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Roberto Cardoso


CRÔNICA (págs. 10 a 11)
Gregório Duvivier*


SOLIDARIEDADE (págs.12 a 15)
Saúde & países pobres


DEBATE (págs.16 a 21)
Transplante de fígado


HISTÓRIA DA MEDICINA (págs. 22 a 25)
Guido Arturo Palomba*


GIRAMUNDO (págs. 26 a 27)
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Médicos escritores e blogueiros


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A cidade por outra visão


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TURISMO (págs. 42 a 46)
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FOTOPOESIA (pág. 48)
Sá de Miranda


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Edição 70 - Janeiro/Fevereiro/Março de 2015

PONTO DE PARTIDA (pág.1)

Bráulio Luna Filho



Um remédio para combater a negligência


 

    Em pleno século 21, milhares de pessoas morrem no mundo   em decorrência de doenças cujos tratamentos não existem, são ineficazes ou não evoluíram nas últimas décadas. Genericamente são conhecidas como doenças negligenciadas pela agenda do complexo industrial farmacêutico, que movimenta bilhões de dólares anualmente. O principal escopo desse importante setor não é, primariamente, o desenvolvimento de produtos que protejam, recuperem a saúde das pessoas ou previnam o adoecimento. Não! A função primordial dessas grandes companhias, muitas delas corporações multinacionais, é o lucro. Nenhuma surpresa até aqui. Vivemos em um mundo de relações capitalistas e as empresas – a maioria com ações nas bolsas de valores – têm que prestar contas aos seus acionistas e, para elas, o lucro é mais importante que a vida de crianças e adultos em regiões longínquas da África, da Ásia e da América do Sul.

Como exemplos dessas doenças conhecidas há séculos e que afetam populações de várias latitudes, citamos a doença de Chagas, a malária, a esquistossomose e a dengue, para nos restringirmos àquelas mais notórias em nosso meio.

Ao lado do desinteresse das indústrias farmacêuticas temos, no mesmo diapasão, a omissão dos órgãos estatais que são, geralmente, grandes clientes das empresas de medicamentos e lhes garantem os mercados cativos de consumo de fármacos desenvolvidos para doenças mais comuns em outras regiões e de maior mercado para geração de lucro.

A omissão do Estado em relação às doenças negligenciadas fica estampada na reação imediata e mobilizadora que é capaz de engendrar quando ocorre a possibilidade de epidemia por uma doença até então inexistente em países de economia desenvolvida.

No Brasil, segundo dados da Fiocruz, de 1975 a 2004, somente 21 (1,3%) dos 1.556 novos medicamentos registrados foram desenvolvidos para esses males. Há, contudo, uma luz no fim do túnel, como você verá nesta edição da Ser Médico. Retratamos o excelente trabalho empreendido pela organização não governamental Iniciativa de Medicamentos para Doenças Negligenciadas (Drug for Neglected Disease Iniciative – DNDi), que desenvolve remédios para essas doenças a custo acessível para populações vulneráveis.

Isso é uma demonstração de que, para além das ferramentas capitalistas de mercado, cabe ao Estado garantir acesso à saúde de qualidade para todos, e prover meios para que doenças “negligenciadas” pela iniciativa privada não penalizem as pessoas pela omissão. Afinal, o maior reconhecimento das democracias modernas é que todos são iguais perante a Lei e cabe ao governo garantir essa condição. A vida e a saúde são bens maiores do ser humano e, nesse desiderato, não se admitem meias medidas.

 

Bráulio Luna Filho
Presidente do Cremesp

 


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