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    17-03-2017

    Campanha

    Médicos e profissionais de Enfermagem apresentam dados sobre agressões sofridas e pedem paz

    Sondagem com 5.658 entrevistados aponta que 60% sofreram algum tipo de violência no ambiente de trabalho mais de uma vez

    A grande maioria não faz denúncia por não acreditar que a mesma seja levada adiante pelas autoridades e porque não há políticas de proteção às vítimas

    “A proposta que nós fazemos hoje à sociedade é a de reconstrução da tolerância”, afirma presidente do Cremesp

    Uma sondagem com 5.658 médicos e profissionais de Enfermagem do Estado de São Paulo apontou que quase 60% dos entrevistados sofreram algum tipo de violência no ambiente de trabalho mais de uma vez e, em torno de 20%, pelo menos uma vez.  Dentre os profissionais que relataram algum tipo de agressão, cerca de 60% afirmaram que a violência ocorreu em serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). A situação se agrava porque a grande maioria dos profissionais não denuncia o fato, por não acreditar que o mesmo seja levado adiante pelas autoridades e porque não há políticas de proteção às vítimas.

    Os dados inéditos fazem parte de uma sondagem realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), que foram apresentados durante o lançamento da 2ª edição da campanha Violência Não Resolve, com o objetivo de conscientizar  sobre o problema, mostrando que respeito e harmonia, além de essenciais sempre, só contribuem para a melhoria da assistência. Participaram da abertura da campanha os presidentes do Cremesp, Mauro Aranha e do Coren, Fabíola Mattozinho. 

    Aranha destacou que a violência é um fenômeno mundial crescente que necessita de discussão como a promovida pelos dois Conselhos.  De acordo com o presidente do Cremesp, no contexto da assistência à saúde, seria “ingênuo pensar que a violência começa e termina na relação com o profissional que está na porta do serviço”. Ele lembrou que, muitas vezes, os pacientes passam por uma série de dificuldades para chegar a um serviço de saúde, tais como deixar filhos pequenos, percorrer distâncias por meio de transporte público precário, além enfrentar filas demoradas para o atendimento. “Esse paciente traz consigo um transfundo de vulnerabilidade e suscetibilidade que faz com que reaja com agressividade a qualquer leitura de menosprezo ou falta de empatia para seu problema. As dificuldades que ele sofreu no passado próximo acabam desaguando na consulta”, completou.  Aranha ressaltou também que os profissionais de saúde, muitas vezes, trabalham em condições precárias, mas se dedicam a cuidar de pessoas que, por sua vez, confiam e entregam-se a esses cuidados.   “A proposta que nós fazemos hoje à sociedade é a de reconstrução da tolerância, numa relação circular de reconhecimento”, concluiu. O presidente do Cremesp destacou ainda que é fundamental discutir e propor, junto às instituições, “medidas de prevenção e de acolhimento aos profissionais que sofrem agressão no ambiente de trabalho”.

    A presidente do Coren-SP lembrou que a violência é uma epidemia reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 2000. “Embora já exista há algum tempo, não podemos permitir que a violência torne-se algo comum. Não podemos pensar que o senso comum é trabalhar com violência”, declarou Mattozinho.

    Ainda pelo Cremesp, estiveram presentes no evento o diretor primeiro-secretário, Bráulio Luna Filho, o diretor de Comunicação, Marcos Boulos, e o coordenador do Centro de Bioética, Reinaldo Ayer de Oliveira. O primeiro secretário do Cremesp apresentou dados da sondagem sobre a violência, juntamente com o conselheiro do Coren-SP, Paulo Cobelis.

     

    Sondagem – Médicos

    Realizada entre janeiro e fevereiro de 2017, a sondagem foi respondida por médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem e demonstrou que os profissionais têm sido vítimas constantes de agressões físicas e psicológicas em postos, hospitais e outras unidades de saúde do Estado de São Paulo, públicos e privados.

    A pesquisa apontou que 42,5% da violência contra médicos são cometidas por familiares ou acompanhantes de pacientes e 38,9%, pelos próprios pacientes, frequentemente durante o atendimento. A violência verbal é mais comum, representando 50% dos casos, mas 12% relataram ter sofrido agressão física.

     

    Campanha Violência Não Resolve

    A campanha traz slogans como: “A fila não anda mais rápido se você perde a paciência. Respeite o médico e o profissional de Enfermagem”. A violência contra os profissionais de saúde é uma epidemia. Para combater esta realidade, Cremesp e Coren-SP uniram esforços nos últimos dois anos para promover a conscientização da sociedade e das autoridades sobre o tema e garantir apoio às vítimas.

     

    Ato público pela paz

    No mesmo dia, médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem realizaram uma passeata e ato público em defesa da paz, distribuindo rosas aos pacientes nas imediações do Complexo Hospital das Clínicas e protagonizando uma revoada de mil balões brancos. 

    Ainda dentro das ações, durante todo o dia 15 de março, as Comissões de Ética de Medicina e de Enfermagem debateram casos e discutiram medidas para o acolhimento às vítimas e de enfrentamento da situação, no Centro de Convenções Rebouças.

    O primeiro-secretário do Cremesp lembrou que a campanha conjunta das duas instituições teve início em 2015, no período em que ele presidia o Conselho de Medicina. “Naquela ocasião já tínhamos relatos de casos, mas também havia um certo imobilismo em relação ao problema. Em todos os setores, quando um determinado fenômeno começa a ficar frequente, há um certo adormecimento, mas nós resolvemos enfrentar o problema, levantando dados e procurando as autoridades. E hoje, dando continuidade à campanha, estamos aqui reunidos para discutir o problema coletivamente. Espero que este seja o início de uma trajetória que possa mudar esse cenário”, finalizou Luna.

    Tags: Violência Não ResolveCampanhaMédicos.

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