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Nesta Edição
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CAPA

ENTREVISTA (pág. 3)
Gabriel Wolf Oselka


NOTÍCIAS (pág. 4)
Plenária do Cremesp recebe ministro da Saúde e exige soluções para a crise


ESPECIAL (PÁG. 5)
Serviços exclusivos conferem destaque ao Conselho paulista


ESPECIAL (PÁG. 6)
Exposição registra pujança do Conselho paulista nas lutas em prol da Saúde


ESPECIAL (PÁG. 7)
Ações regionais foram referências para regulamentações no País


ESPECIAL (PÁG. 8)
O percurso do Cremesp rumo à regulamentação dos Conselhos de Medicina


ESPECIAL (PÁG. 10)
Médicos de SP ganham obra de arte exclusiva do artista plástico Guto Lacaz


AGENDA DA PRESIDÊNCIA (PÁG. 11)
Presidente do Cremesp fala sobre papel dos Conselhos em congresso internacional


ESPECIAL (PÁG. 12)
O que nos reserva a Medicina dos anos futuros?


EU, MÉDICO (PÁG. 13)
Para médica, avanço tecnológico não significou avanço humano


EDITAIS (pág. 14)
Convocações


ESPECIAL (pág. 15)
Cremesp é um dos protagonistas do pensamento bioético no País


EDITORIAL (pág. 2)
Cremesp na vanguarda


GALERIA DE FOTOS



Edição 351 - 09/2017

EDITORIAL (pág. 2)

Cremesp na vanguarda


Cremesp na vanguarda

Há 60 anos, quando o também médico e presidente da República, Juscelino Kubitschek, assinou a lei que regulamentou os Conselhos de Medicina no País, eram 11 mil médicos em São Paulo. Desde então, a Medicina, o Brasil e o mundo vêm passando por grandes mudanças. Hoje o Cremesp tem em torno de 135 mil inscritos e em breve a profissão deixará de ser predominantemente masculina.

O salto tecnológico desse período foi inimaginável. Pouco antes da criação dos Conselhos lançava-se o ultrassom e, cinco anos depois, a ressonância magnética. Hoje nossa área dispõe de impressoras 3D, cirurgia robótica e telecirurgia.

Nesses 60 anos, o Cremesp, o maior Conselho médico do País, foi pioneiro inúmeras vezes, promovendo avanços ou colaborando para consolidá-los. Sua atuação estende-se para além do universo médico, tendo iniciado ou participado ativamente de ações voltadas à sociedade. 

Desde a década de 1980, o Cremesp imprimiu a percepção de que sua função judicante, de receber, apurar e julgar denúncias relativas ao exercício da Medicina, implicaria ir à raiz dos problemas. Por isso, em 2005, lançamos o Exame do Cremesp, que tornou-se um estudo de referência da formação médica. O Conselho paulista também foi ativo partícipe da mobilização da categoria pela aprovação da Lei do Ato Médico. O trabalho em defesa da valorização da boa Medicina e do bom médico foi constante.

Na metade desses 60 anos, o Cremesp também esteve junto com os profissionais de saúde que se reuniram na histórica 8ª Conferência Nacional de Saúde de 1986, decisiva para que a Constituição, dois anos depois, instituísse a maior reforma social da história brasileira: a garantia do direito à saúde a todos os brasileiros. Deste direito constitucional resultou a Lei 8.080, que instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS).

Lamentavelmente, a inadequação dos recursos orçamentários destinados à saúde vem fragilizando esse avanço que deveria ser nossa maior conquista. Além disso, os problemas de gestão agravam a crise. Faltam equipamentos adequados na rede pública, os insumos básicos são escassos e a remuneração profissional, além de indigna, agora vem sofrendo “calotes” regionais, como apontou o levantamento do Núcleo de Defesa da Ética em Remuneração Médica (NRM) criado por este Conselho. Vale lembrar que o NMR é também uma ação precursora do Conselho paulista, que confirma seu vanguardismo. Convido os colegas a conhecerem um pouco mais da história do Cremesp nesta edição especial de 60 anos.

 


OPINIÃO

Da magia à telecirurgia

Isac Jorge Filho*

Parece magia que um cirurgião possa operar estando a quilômetros de distância do paciente. Realmente, a telecirurgia é espantosa! Tão espantosa quanto a história da Medicina ao longo dos milhares de anos. Nesta edição especial de 60 anos do Cremesp, é apropriado recordar os grandes passos da Medicina.

Quando, como e onde começou a Medicina? 

Na Pré-história as doen­ças eram imputadas a magias e feitiços. A cura era buscada por meio de danças, cantos, sacrifícios de animais e humanos.

Essa “medicina do encantamento” criou deuses ligados à saúde e à doença. O maior deles foi Esculápio, filho de Apolo e pai de Hygea, a deusa da higiene e profilaxia, e Panacéa, a da cura. 

Coube a Hipócrates, nascido em 460 a.C.,  na ilha de Cós, romper com essa crença e dar início à Era “moderna” da Medicina. Hipócrates abandona a teoria de que as doenças eram causadas por espíritos malignos e procura na natureza e nos próprios organismos as causas naturais para as afecções.

A revolução proporcionada por Hipócrates e avançada ao longo dos séculos sofreu grande abalo quando, na Idade Média, após a queda do Império Romano, o obscurantismo levou a um período de ignorância e violência que destruiu bibliotecas e tudo que parecesse “profano”, incluindo os avanços médicos coletados e ampliados por Galeno. Felizmente a medicina galênica foi preservada por religiosos que migraram para a Pérsia, onde foi criada a “Casa da Sabedoria”. Ali traduziram e impediram a extinção de suas obras.

Formalmente, a chamada “Medicina científica” começa em 1626, quando William Harvey descreveu a circulação sanguínea.

Na Idade Média são criadas faculdades de Medicina e Universidades.  A tendência à especialização começa no século 18. O século seguinte, conhecido como “O século dos cirurgiões” marcou grandes conquistas na ciência e na arte de operar.

O século 20 se caracterizou pelos grandes avanços tecnológicos que abriram espaço para conquistas valiosas como a Imaginologia, a Endoscopia, a Medicina Nuclear e tantas outras. Desses avanços da alta tecnologia vieram grandes conquistas científicas como os transplantes, os “bebês de proveta”, as aplicações com células-tronco e clonagem, e a engenharia genética. A cirurgia laparoscópica abriu caminho para a possibilidade de se operar por meio de robôs. Daí a operar com comando à distância foi um passo. Um passo que demorou milhares de anos, muita aventura e muito sacrifício.

 

 

* Isaac Jorge Filho é ex-presidente do Cremesp.

 

OPINIÃO


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