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    21-02-2016

    Ensino médico

    Cremesp e Sírio realizam simpósio internacional para amplo debate sobre formação médica


    Representantes do NBME explanaram sobre a experiência do exame obrigatório nos EUA

     

    A qualidade do ensino médico, assim como as experiências do Cremesp e do National Board of Medical Examiners (NBME), nos Estados Unidos, além do sistema Revalida, serão expostos ao longo deste dia 18 de fevereiro no Simpósio Internacional sobre Avaliação de Desempenho dos Egressos de Medicina, coordenado pelo Cremesp e pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, onde acontece o evento.

    “O Cremesp tem o compromisso inabalável de construir um sistema de avaliação de egressos eficiente para formandos de Medicina, com o apoio de instituições relevantes, para que possamos ter, dentro de uma década, um modelo fundamental”, declarou Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp. A preocupação com a formação do estudante de Medicina também foi mencionada, na abertura do simpósio por José Roberto Baratella, presidente da Academia de Medicina de São Paulo, que defende a realização de um exame para todo o território nacional. E, na opinião de Antonio Jorge Salomão, secretário-geral da Associação Médica Brasileira, para isso deveria contar com o apoio do governo federal.


     Idealizadores do evento: Bráulio Luna, Paulo Chap Chap e Roberto Padilha


    Idealizador do simpósio, juntamente com Luna, Paulo Chap Chap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, reafirmou a necessidade de uma avaliação externa de egressos de escolas médicas. “Esse instrumento serve para proteger a população, da má prática da Medicina, e o médico, do achincalhamento na profissão”, disse. Para ele, o Exame do Cremesp é um marco para influir em políticas públicas.

    Exame do Cremesp
    Luna, também coordenador do Exame do Cremesp, afirmou aos presentes que mais da 2/3 das denúncias recebidas pelo Conselho — cerca de 19 por dia — decorrem de intervenções médicas. E, a partir daí, o Cremesp passou a intervir, realizando o Exame e, em breve, instituindo parcerias para a criação de cursos gratuitos online de reforço para os alunos reprovados. “O problema da abertura de novas escolas privadas médicas é que elas apresentam má qualidade de ensino, como aponta o Exame do Cremesp”, disse, ressaltando que as escolas públicas vêm mantendo maior média de aprovação na avaliação que as faculdades privadas. “Os resultados da prova permitem um diálogo com as escolas para que elas possam atuar em suas deficiências e evoluir no ensino médico”, acredita.

     


    Clóvis Constantino, Bráulio Luna, Maria Teresa Barbosa e Reinaldo Ayer


    A análise psicométrica do Exame de Cremesp foi exposta por Maria Teresa Barbosa, que representou a Fundação Carlos Chagas, responsável pela prova.  O Exame do Cremesp é realizado há 11 anos e tem revelado resultados preocupantes, com uma média de reprovação de metade dos participantes.

    No encerramento da primeira mesa de debates, Reinaldo Ayer, conselheiro do Cremesp e vice-coordenador do Exame do Cremesp explanou sobre o perfil dos egressos de medicina, comparando a amostra referente ao período 2005/2011 com a mais recente 2013 e 2015.

    Exame norte-americano

    “Proteger o público através da avaliação de melhores práticas dos profissionais de saúde é a missão do NBME”, segundo Brownell Anderson, vice-presidente internacional do National Board of Medical Examiners (NBME), avaliação obrigatória realizada nos Estados Unidos com estudantes de Medicina, durante e ao final do curso. Por meio de parcerias, a prova também é aplicada em outros países, inclusive em algumas faculdades de Medicina no Brasil.

    O NBME, criado em 1915, aplica provas de diversas áreas do conhecimento médico, inclusive na área da comunicação entre o médico e o paciente. Se o aluno reprova, ele pode refazer o exame até seis vezes, porém, a taxa de reprovação é baixa, segundo os organizadores.

    Brownell explica que hoje a prova possui aceitação nacional e as perguntas são feitas por professores das próprias faculdades, que se baseiam no conteúdo curricular dos cursos, além de oferecer ferramentas para que os alunos se preparem para a avaliação, que objetiva melhorar e aperfeiçoar o conteúdo ministrado nas aulas.
     


     Nuno Sousa, do Comitê Executivo do NBME, destacou a qualidade do Exame do Cremesp

    O simpósio teve, ainda, a participação do médico Nuno Sousa, membro do Comitê Executivo do NBME. Sousa, que também é professor titular e pesquisador da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade do Minho em Portugal, destacou a qualidade do Exame do Cremesp e chamou a atenção para a importância da avaliação de recém-formados em Medicina para a garantia de assistência adequada à população.  

    No Brasil, está ocorrendo um piloto do NBME (ADEM, na sigla em português), em parceria com o Hospital Sírio Libanês, e com a participação de professores brasileiros.
     


    Paulo Chap Chap, do Sírio-Libanês, que desenvolve piloto de exame em parceria com NBME 

    Interatividade

    Durante o evento o público participante foi convidado a opinar e discutir questões sobre as maiores dificuldades para a avaliação de profissionais da Medicina no País, como a melhor maneira de conferir validade aos processos de certificação de competência e os desafios para avaliação de competência em cenários de prática médica. A votação aconteceu primeiro de forma individual e, depois, em grupos, formados para debater sobre os temas.

    Formação docente
    Os desafios da formação do professor de Medicina foram discutidos na mesa redonda Formação do professor de Medicina - Onde estamos, para onde devemos ir?, que contou com palestras da professora do Departamento de Medicina da UFSCar, Valéria Vernaschi Lima, e do professor da FMUSP, Nílson José Machado, tendo como moderador Edmund Baracat, pró-reitor de Graduação da FMUSP e, como secretário Akira Ishida, conselheiro do Cremesp.

     


    Valéria Vernaschi: mudança de papel do docente, de emissor de conteúdo para mediador

    Valéria compartilhou experiências para fundamentar sua proposta para a capacitação de professores de Medicina. “Aprende-se a ser professor sendo aluno”, explicou. A partir desse conceito, ela apresentou sua proposta, cuja trajetória teve início com a mudança curricular na Faculdade de Marilia. “Trabalhamos a mudança no perfil do docente tradicional, tendo a aprendizagem como mediação entre sujeito e objeto, para que ele saísse do papel de emissor de conteúdo e passasse a assumir um papel de mediador, ampliando a capacidade educacional.”

     


    Nilson José: redefinição do especialista e uso crítico da tecnologia estão entre os desafios

    Para o palestrante Nilson José, falar sobre a formação do professor é falar sobre a formação do médico, e para isso é necessário enfrentar desafios fundamentais, dentre eles, "a redefinição do especialista, a consolidação teórica do paradigma indiciário, a depuração da ideia de profissional, o uso crítico da tecnologia, a compreensão do conhecimento como commons e o equilíbrio logos/pathos".

    Sobre o uso da tecnologia, Nilson abordou a importância de um filtro em sua utilização. “Todos usamos e usaremos cada vez mais, mas é extremamente necessário o uso crítico”,  afirmou.   “Mas o ritmo fundamental da vida é o humano e não deve ser computadorizado”, concluiu.

    Fotos: Osmar Bustos e Gabriela Miranda

    Tags: SimpósioCremespSírio-Libanêsexamerecém-formados.

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