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CAPA

EDITORIAL (pág. 1)
Renato Azevedo Júnior - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág. 4)
Edmund Pellegrino, do Kennedy Institute of Ethics


SAÚDE NO MUNDO (pág. 9)
E U R O P A


CRÔNICA (pág. 12)
Cássio Ruas de Moraes*


SINTONIA (pág. 14)
Alexandrina Meleiro*


DEBATE (pág. 18)
A atuação de recém-formados em regiões distantes do país


SUSTENTABILIDADE (pág. 24)
O descarte e a reutilização de materiais


HISTÓRIA DA MEDICINA (pág. 27)
Por Renato M.E. Sabbatini*


GIRAMUNDO (págs. 30/31)
Curiosidades da ciência e tecnologia, da história e da atualidade


PONTO COM (págs. 32/33)
Acompanhe as novidades que agitam o mundo digital


HOBBY (pág. 34)
Valdir Lopes de Figueiredo


LIVRO DE CABECEIRA (pág. 37)
O Conto da Ilha Desconhecida - André Scatigno*


CULTURA (pág. 38)
INHOTIM - Todos os sentidos da arte


CARTAS & NOTAS (pág. 43)
Comentários, Fontes e Referências Bibliográficas


TURISMO (pág. 44)
Na Garupa de um Motociclista...


FOTOPOESIA( pág. 48)
Sophia de Mello Breyner Andresen


GALERIA DE FOTOS


Edição 56 - Julho/Agosto/Setembro de 2011

SAÚDE NO MUNDO (pág. 9)

E U R O P A



Saúde melhora, mas gastos disparam

Os países europeus alcançaram uma importante melhoria do nível de saúde das populações durante as últimas décadas. A esperança de vida à nascença nos países da União Europeia (UE) aumentou seis anos desde 1980, enquanto a mortalidade prematura diminuiu drasticamente. Seus sistemas de saúde são cada vez mais amplos e complexos, mas  as despesas com esse setor nunca foram tão altas, consumindo uma parte cada vez maior das riquezas nacionais. A diminuição do consumo de tabaco e de álcool é também promissora, porém o aumento da obesidade e a falta de clínicos gerais são preocupantes.

Essas conclusões fazem parte da primeira edição do relatório Um olhar para a Saúde: Europa 2010, resultado de uma colaboração de longa data entre a Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (Ocde) e a Comissão Europeia. Com sede em Paris, a Ocde agrupa os países mais industrializados da economia de mercado para trocar informações e definir políticas visando a maximizar o crescimento econômico dos países membros.

O documento apresenta um grupo de indicadores-chave e sistemas de saúde em 31 países europeus – os 27 Estados-membros da União Europeia, a Islândia, a Noruega, a Suíça e a Turquia. Os dados provêm, principalmente, de estatísticas nacionais oficiais, tais como compiladas nas bases de dados sobre saúde da Ocde, do Eurostat e do Saúde para Todos, da Organização Mundial de Saúde/Europa.
 
O estudo comprovou que existem amplas variações relativas ao estado da saúde das populações europeias, assim como nos respectivos sistemas de cuidados de saúde e nos níveis de despesas e financiamentos do setor. Confira, a seguir, as principais conclusões do relatório.

Expectativa de vida
A expectativa de vida à nascença nos países da União Europeia aumentou seis anos desde 1980, alcançando 78 anos em 2007. Em média, de 2005 a 2007, esse número era de 74,3 anos para os homens e 80,8 para as mulheres. A França tinha a expectativa de vida à nascença mais elevada para as mulheres (84,4 anos), enquanto a Suécia, para os homens (78,8 anos). Na Romênia era mais baixa para as mulheres (76,2 anos) e na Lituânia, para os homens (65,1 anos).


Na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França, a dura escolha política: reduzir déficits orçamentários sem limitar o crescimento da despesa pública com saúde

Proporcionar anos adicionais vividos com boa saúde tem implicações importantes para os sistemas de saúde na Europa. Anos de vida saudáveis à nascença são aqueles em que as atividades cotidianas de uma pessoa não são limitadas por uma doença ou problema de saúde. De 2005 a 2007, essa estimativa era, em média, na União Europeia, de 61,3 anos, para as mulheres, e de 60,1 anos, para os homens. A diferença entre os gêneros, nesse caso, é muito menor do que na expectativa de vida porque uma porção maior da existência das mulheres é vivida com limitações de atividade.
 
Tabaco e álcool
Muitos países da União Europeia alcançaram um progresso considerável na redução do consumo de tabaco, embora este ainda seja um dos principais causadores de morte precoce. Essa diminuição deve-se a campanhas de sensibilização do público, leis proibitivas e tributação crescente. Menos de 18% dos adultos na Suécia e Islândia fumam diariamente, comparativamente a mais de 30%, em 1980. Contudo, quase 40% dos adultos na Grécia continuam a fumar.

O consumo de álcool caiu igualmente em muitos países europeus, durante as últimas três décadas, em decorrência de limitações na publicidade, restrições das vendas e maior tributação. Países vinícolas tradicionais, como Itália, França e Espanha, viram seu consumo de ál¬cool per capita cair substancialmente desde 1980. Por outro lado, aumentou significativamente na Irlanda, Reino Unido e em determinados países nórdicos.

Obesidade
Mais da metade da população adulta europeia está atualmente com excesso de peso ou é obesa. A prevalência da obesidade – que apresenta maiores riscos para a saúde que o excesso de peso – varia de menos de 10%, na Romênia, Suíça e Itália, até mais de 20% no Reino Unido, Irlanda, Malta e Islândia. Em média, 15,5 % da população adulta é obesa nos países da UE. O aumento rápido ocorreu independentemente de quais eram os níveis de obesidade há duas décadas. Um estudo recente, na Inglaterra, estimou que os custos totais dos cuidados de saúde vinculados ao excesso de peso e à obesidade poderiam aumentar até 70% entre 2007 e 2015, e ser 2,4 vezes mais elevados até 2025 (Foresight, 2007).

Faltam clínicos gerais
Muitos países europeus estão apreensivos devido à escassez de clínicos gerais, mesmo com o aumento do número total de médicos. Em média, o número desses profissionais cresceu – exceto na República Eslovaca – de 3 por mil habitantes, em 2000, para 3,3 em 2008. Aumentou particularmente rápido na Irlanda, quase 50%; e no Reino Unido, cerca de 30%, entre 2000 e 2008.
 
Em quase todos os países, o equilíbrio entre clínicos gerais e especialistas alterou-se durante as últimas décadas, com o número destes crescendo muito mais rapidamente, exceto na Romênia e em Portugal. Isso pode ser explicado por uma atratividade reduzida da medicina tradicional praticada pelo médico generalista/de família, assim como uma crescente diferença nas remunerações. Preocupados com o acesso aos cuidados primários, muitos países estão estudando maneiras de melhorar a atratividade da clínica geral.

Gastos com saúde
As despesas de saúde aumentaram em todos os países europeus, frequentemente numa taxa mais rápida que o crescimento econômico. Em 2008, os países da UE gastaram, em média, 8,3% do seu PIB em saúde, acima dos 7,3%, de 1998. Contudo, esse índice varia consideravelmente em diferentes países, desde menos de 6%, no Chipre e na Romênia, a mais de 10% na França, Suíça, Alemanha e Áustria. Em 2008, a Noruega foi o que mais gastou em saúde per capita, com uma despesa de cerca de 4,3 mil euros. Suíça, Luxemburgo e Áustria ficaram em 2º lugar no item maior despesa. A maioria dos países do Norte e do Ocidente da Europa despende cerca de 3,5 mil euros per capita.


Expectativa de vida à nascença aumentou seis anos desde 1980 e tem implicações importantes no sistema de saúde

Os sistemas de saúde europeus são criticados, às vezes, por serem excessivamente concentrados nos cuidados dos doentes, mas não fazerem o suficiente para prevenir doenças.
 
O setor público é a principal fonte de financiamento de saúde em todos os países europeus, exceto no Chipre. A dimensão e a composição do financiamento privado variam de país para país. Na maioria deles, acontece sob a forma de pagamentos diretos por doentes. Os seguros privados de saúde representam, em média, cerca de 3% a 4% das despesas de saúde totais nos países da UE.
 
Em decorrência da necessidade atual de reduzir déficits orçamentários em muitos países, os governos podem ter de enfrentar difíceis escolhas políticas no curto prazo, como limitar o crescimento da despesa pública em saúde, reduzir custos em outras áreas ou aumentar os impostos ou as contribuições para a seguridade social. Ampliar a produtividade no setor da saúde pode atenuar essas pressões, por exemplo, por meio de uma avaliação mais rigorosa das tecnologias da saúde ou da crescente utilização de instrumentos da informação (“saúde on-line”).


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