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GUIA DA RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE - 2001

O ensino médico

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, juntamente com outras entidades, vem alertando os responsáveis pelas políticas de Educação e Saúde do país sobre os riscos da proliferação de escolas médicas sem as mínimas condições de formar bons profissionais.

Quando o médico chega despreparado ao mercado de trabalho, pode colocar em risco a saúde e até a vida do paciente. Uma conduta médica inadequada é capaz de produzir danos irreversíveis, o que  tem sido motivo de processos éticos nos Conselhos de Medicina.  

Alunos mal formados dificilmente conseguem entrar na residência médica. Sem essa necessária especialização, sujeitam-se a péssimas condições de salário e trabalho e, muitas vezes ocupam postos vitais, como os prontos-socorros e unidades de saúde de periferias, que mais necessitam de pessoal capacitado.

O Brasil já conta com muitos médicos. São cerca de 200.000 em atividade no país. A cada ano, 100 cursos de Medicina formam cerca de 9.000 novos profissionais. Só no Estado de São Paulo existem 23 Faculdades de Medicina que formam cerca de 3.400 médicos por ano. Isso significa um médico para cada 504 habitantes, o que é um excesso. A Organização Mundial da Saúde preconiza um médico para cada 1.000 habitantes.

Outro problema do Brasil é a grande concentração de médicos nas capitais dos Estados, onde atuam 60% dos profissionais. Falta uma política de saúde capaz de assegurar melhor atendimento à população e levar os médicos para o interior do país.

Nos últimos anos, uma avaliação criteriosa feita em conjunto por entidades de médicos, alunos, professores e escolas, demonstrou a má qualidade do ensino médico em muitas faculdades.

Por isso, está em curso uma profunda reformulação do ensino da Medicina, bem diferente do que propõe o governo federal. O Ministério da Educação, além de aplicar o teste superficial do Provão, nada faz para impedir a abertura ou para fechar cursos sem condições de funcionamento.

Qualificar os professores, assegurar infra-estrutura e equipamentos adequados em hospitais-escola, preparar os futuros médicos para a realidade de saúde da população, com ênfase na humanização do atendimento, são algumas das medidas urgentes que precisam ser tomadas. Repudiar as concessões de novos cursos de Medicina, um negócio lucrativo nas mãos dos empresários da educação, mas um engodo aos seus futuros alunos e uma afronta aos profissionais sérios e à população, é uma urgência para a sociedade.

Também é preciso exigir do governo federal mais rigidez e transparência no processo de abertura e renovação de cursos de Medicina; e fazer valer a lei aprovada em 2001 pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, que confere aos Conselhos Estaduais de Saúde e Educação – onde há representantes da sociedade – poderes para acompanhar o processo de criação, funcionamento e avaliação dos cursos de graduação na área da Saúde.

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