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23-09-2026 |
CREMESP É INTERIOR! |
4º Treinamento de Inteligência Artificial leva debate sobre tecnologia e prática médica a Presidente Prudente |
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Presidente Prudente recebeu, no último sábado (19), o 4º Treinamento de Inteligência Artificial em Medicina do Cremesp, dando continuidade à iniciativa do Conselho de levar conhecimento e atualização sobre as transformações tecnológicas da Medicina a diferentes regiões do Estado de São Paulo. Ao longo da manhã, médicos e estudantes de Medicina lotaram o Teatro César Cava, da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), e acompanharam discussões com renomados especialistas sobre as aplicações da Inteligência Artificial (IA) na rotina médica. As quatro edições do Treinamento já somam mais de 2 mil médicos participantes em todo o Estado, consolidando essa iniciativa de sucesso como um importante espaço de networking e disseminação de informações sobre o uso da ferramenta na Medicina. Abertura: o médico no centro das decisões Na abertura do encontro, o presidente do Cremesp, Angelo Vattimo, afirmou que a realização do treinamento em Presidente Prudente integra o esforço da atual gestão de ampliar o acesso dos médicos do interior às discussões sobre inovação. Segundo ele, o objetivo não é apenas ensinar a operar ferramentas, mas estimular os médicos e estudantes a compreenderem a IA, seus benefícios e suas limitações. Vattimo observou que, apesar dos avanços tecnológicos, a responsabilidade pela assistência continua sendo do profissional. “A decisão é do médico, e vai continuar sendo”, afirmou. A mesa de abertura contou também com a participação da conselheira responsável pela Delegacia Regional de Presidente Prudente do Cremesp, Eloisa Ferreira de Almeida Costa; do coordenador das Delegacias do Interior, Elzo Garcia Júnior; do delegado superintendente da Delegacia Regional de Presidente Prudente, Fernando Antônio Mourão Valejo; e do membro da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do Cremesp e representante da região, Denis Valter Calazans Loma. Elzo Garcia Júnior chamou a atenção para a necessidade de conhecer não apenas as potencialidades da IA, mas também as normas que orientam sua utilização. O conselheiro abordou aspectos relacionados à responsabilidade médica, à transparência perante o paciente, ao registro das informações e à proteção de dados sensíveis. Em sua fala, Eloisa ressaltou três pilares para o uso da ferramenta na Medicina: atualização constante, pensamento crítico e compromisso ético. “Ensinar a utilizar uma tecnologia é importante, ensinar a pensar criticamente sobre ela é indispensável”, pontuou. Ao abordar a presença cada vez maior da IA na prática médica, Denis Calazans afirmou que a discussão atual não é mais se a tecnologia será utilizada, mas como empregá-la de forma responsável, conhecendo suas possibilidades e seus limites. Já Fernando Valejo chamou a atenção para a velocidade com que a IA passou a integrar o cotidiano da Medicina e valorizou o encontro entre médicos experientes e estudantes. Aprender a aprender “Estudem Inteligência Artificial todos os dias”, recomendou o presidente da Cirion Technologies, GMP por Harvard e mestre pela Ohio University, Augusto Salomon. Para Salomon, não é necessário dominar tecnicamente todos os sistemas disponíveis, mas compreender seu funcionamento, acompanhar sua evolução e desenvolver a capacidade de utilizá-los de forma crítica. Ao trazer a discussão para a Medicina, o professor apontou que a experiência e o conhecimento médico são indispensáveis para interpretar as informações obtidas por meio da tecnologia. A IA, segundo ele, pode acelerar pesquisas, reunir dados e auxiliar diferentes etapas do trabalho, mas seu uso exige avaliação crítica por parte do profissional. IA também pode transformar a gestão Com demonstrações práticas, Marcelo Menino, farmacêutico bioquímico, sócio-proprietário e gestor do Fleming Saúde, de Jundiaí, apresentou formas de utilização da tecnologia que vão além da atividade assistencial. Entre os exemplos, mostrou aplicações da Inteligência Artificial voltadas à organização de clínicas e serviços de saúde, seleção de profissionais, definição de departamentos e funções, e outros. Segundo o palestrante, a IA pode auxiliar médicos que também precisam lidar diariamente com atividades administrativas em consultórios, clínicas, laboratórios e hospitais. A proposta é automatizar etapas repetitivas e organizar processos, permitindo maior controle sobre diferentes áreas da gestão. IAGORA, doutor? Juliano Kimura, head de Ecossistema da IA Brasil, apresentou formas de integração entre diferentes sistemas, uso de dados, realidade aumentada e recursos capazes de modificar a experiência dos pacientes e o treinamento de profissionais. Também abordou desafios relacionados à segurança e à confiança no ambiente digital. Ao final, Kimura convidou os participantes a encararem as mudanças tecnológicas também como uma transformação de perspectiva. Para ele, diante de um cenário cada vez mais acelerado, profissionais precisarão preservar a capacidade de aprender e de se interessar pelo novo: “Mudança é tudo que está acontecendo ao teu redor. Transformação é uma coisa que acontece dentro de você”. Encerramento: iniciativa para as diferentes gerações da Medicina No encerramento do evento, Angelo Vattimo observou que a proposta do treinamento era provocar uma mudança de mentalidade diante das transformações trazidas pela Inteligência Artificial. Segundo ele, médicos de diferentes gerações precisam começar a se mobilizar e incorporar a tecnologia à prática profissional, somando-a ao conhecimento e à experiência já adquiridos. Fotos: Osmar Bustos |






