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30-03-2026 |
União em defesa da formação médica |
Cremesp reforça defesa da qualidade da formação médica e apoia posicionamento da Academia Nacional de Medicina |
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O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo manifesta seu apoio ao posicionamento firme e consistente da Academia Nacional de Medicina em defesa da qualidade da formação médica no Brasil. O posicionamento da Academia, consolidado em documento divulgado após o simpósio “Ensino Médico no Brasil: Formação, Evidências e Responsabilidade Institucional”, alerta para os riscos da expansão acelerada e desordenada de cursos de Medicina no país sem a devida garantia de qualidade — um cenário que compromete a formação profissional e representa uma ameaça direta à segurança da população. Para o Cremesp, o diagnóstico apresentado pela Academia é claro e inadiável: não há como dissociar a qualidade da assistência em saúde da qualidade da formação médica. Fragilidades no ensino repercutem diretamente no cuidado prestado à sociedade e na confiança na profissão médica. Entre as medidas defendidas, destaca-se a implementação de um exame nacional único de proficiência ao final do curso de Medicina, sob coordenação do Conselho Federal de Medicina. A proposta visa assegurar que todos os egressos tenham atingido um padrão mínimo de competência para o exercício profissional — uma medida essencial diante das desigualdades hoje existentes entre instituições formadoras. O Cremesp considera a iniciativa indispensável para a proteção da sociedade e para o fortalecimento da medicina brasileira, reiterando que o diploma, por si só, não pode ser o único critério de habilitação profissional quando há evidências de heterogeneidade na formação. O documento da Academia também enfatiza a necessidade de rigor na acreditação das escolas médicas, com critérios objetivos que garantam infraestrutura adequada, corpo docente qualificado e inserção real dos estudantes nos cenários de prática. Instituições que não atendam a esses requisitos devem ser objeto de reestruturação ou descontinuidade. Além disso, a valorização do corpo docente, a qualificação da integração entre ensino e prática assistencial e a atualização dos currículos — incluindo temas como tecnologia, inteligência artificial e saúde mental — são apontadas como pilares essenciais para uma formação alinhada às demandas contemporâneas da medicina. Para Angelo Vattimo, Presidente do Cremesp, a mensagem é inequívoca: formar mais médicos sem assegurar qualidade não é solução — é risco. “O compromisso com a formação médica de excelência é, acima de tudo, um compromisso com a vida. A sociedade brasileira não pode ser exposta a modelos formativos frágeis ou insuficientes”, ressalta Vattimo. Ao apoiar o posicionamento da Academia Nacional de Medicina, o Cremesp reafirma seu papel institucional na defesa da boa prática médica, da ética profissional e da segurança dos pacientes, e reforça a necessidade de ação coordenada entre entidades médicas, instituições de ensino e poder público para enfrentar os desafios estruturais do ensino médico no país. Cremesp, juntos cuidando do médico e de toda a sociedade. |




