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19-01-2026 |
Futuro da Medicina |
Cremesp alerta: resultados do Enamed mostram cenário preocupante no ensino médico |
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Para o Cremesp, os dados divulgados hoje, 19 de janeiro de 2026, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), referentes à 1ª edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), corroboram o que há tempos vem sendo apontado por entidades médicas e especialistas em educação: a formação médica no Brasil enfrenta graves fragilidades que não podem ser mais ignoradas. Os números oficiais revelam um cenário preocupante: 351 cursos de Medicina foram avaliados no exame; desses, cerca de 30% obtiveram desempenho considerado insatisfatório, com 24 cursos alcançando o menor conceito (1) e 83 cursos recebendo conceito 2, ambos considerados insuficientes pelo Inep. Entre os estudantes concluintes — aqueles próximos de ingressar no mercado de trabalho — aproximadamente 39 mil participaram da avaliação. Desses, apenas 67% alcançaram resultado considerado proficiente, enquanto quase 13 mil concluintes ficaram abaixo desse nível mínimo esperado. “É absolutamente alarmante. Estamos falando de quase 13 mil futuros médicos que não atingiram o patamar básico de conhecimento necessário para exercer a profissão com segurança. Isso é inaceitável e representa um risco real para a população. Esses dados escancaram a urgência de uma revisão profunda na qualidade da formação médica no Brasil”, afirmou Angelo Vattimo, presidente do Cremesp. Transparência No último sábado, antes mesmo da divulgação oficial dos resultados pelo Inep, o Cremesp já havia se posicionado publicamente contra a tentativa de algumas faculdades privadas de impedir, por via judicial, a publicação das notas do Enamed. Para o Conselho, a iniciativa revelou uma preocupação indevida com a preservação da imagem institucional, em detrimento do interesse público e da transparência. Diante dos dados agora conhecidos, urge a necessidade do exame de proficiência evitando o registro profissional nos conselhos de classe, e consequentemente o ingresso deles no mercado de trabalho. A sociedade tem o direito de saber como estão sendo formados os futuros médicos, e a transparência é um dever quando estão em jogo a segurança dos pacientes e a qualidade da assistência à saúde. Cremesp. Juntos pelos médicos e pela sociedade. |




