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    29-01-2020

    Surto

    Cremesp traz informações atualizadas aos médicos sobre a disseminação do coronavírus

    É possível que, cada vez mais, o médico se depare com casos aos quais considere “suspeitos” de infecção pelo novo coronavírus – ou 2019-nCoV – surgido há pouco mais de um mês em Wuham, capital e maior cidade da província de Hubei, na China. Não se trata de preocupação descabida, já que o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos EUA, por exemplo, considera a situação “emergente e de rápida evolução”. Diante do quadro, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) passa a divulgar aos colegas informações atualizadas sobre o tema. 

    Exames clínicos e anamnese não conseguem diferenciar a nova infecção por coronavírus de uma gripe comum. Febre, tosse e dificuldade para respirar estão presentes em ambas. “Tendo em vista este novo painel, devemos repensar o diagnóstico de gripe, investigar algo mais grave”, explica a infectologista Ho Yeh Li, coordenadora da UTI de moléstias infecciosas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. “O que parece uma gripe nem sempre é uma gripe”. Pode ser algo bem mais letal. Como explica Ho, dados obtidos pela revista científica The Lancet dão conta de que enquanto a influenza apresenta índices de letalidade de 0,03% a 0,3%, a do 2019-nCoV vai de 3% a 5% – ou seja, a hipótese é de que a infecção pelo novo coronavírus corresponda a um índice de mortalidade dez vezes superior ao da gripe. 

    Um desafio para se evitar a possibilidade de uma epidemia global refere-se à forma de transmissão. Segundo Ho, dados preliminares apontam que, enquanto o agente da influenza fica incubado de dois a três dias, sendo, em geral, transmitido ao aparecerem os sintomas, o período de incubação do 2019-nCoV chega a 14 dias e a transmissão é possível em toda essa fase. 

    Anamnese e notificação
    Segundo orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), além dos critérios clínicos, a avaliação de casos suspeitos necessariamente passa por critérios epidemiológicos. 

    •    Durante a anamnese recomenda-se levantar históricos de viagem a áreas com transmissão local nos últimos 14 dias; e se o paciente manteve contato próximo, no mesmo período, com caso suspeito ou confirmado para 2019-nCoV.

    •    Pacientes suspeitos devem utilizar máscara cirúrgica desde o momento em que forem identificados na triagem até sua chegada ao local de isolamento, que deve ocorrer o mais rápido possível. 

    •    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), orienta solicitar coleta do aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronco aveolar). 

    •    Casos suspeitosprováveis (suspeito com teste inconclusivo para 2019-nCoV ou com teste positivo em ensaio de pan-coronavírus) ou confirmados (com confirmação laboratorial para 2019-nCoV) devem ser notificados de forma imediata (até 24 horas), pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento, ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS), pelo telefone (0800 644 6645) ou e-mail notifica@saude.gov.br. 

    Sem antivirais disponíveis 
    Segundo Ho Yeh Li, o 2019-nCoV causa preocupação à comunidade médica nacional e internacional devido ao fato de o vírus não responder a tratamentos antivirais, somente a sintomáticos. Ao contrário das influenzas do tipo A e B, para as quais há a opção do oseltamivir. 

    Outra dificuldade na prevenção do novo coronavírus é o fato de a transmissão ser entre humanos, por gotículas de secreções aéreas – ainda que, até o momento, não esteja claro com que facilidade o 2019-nCoV se espalha. Essa é uma das diferenças em relação ao coronavírus transmissor da Sars, que só não atingiu proporções maiores porque a transmissão depende do contato com animais infectados. 

    Apesar da insegurança que um novo vírus traz ao campo sanitário, a infectologista Ho alerta não é o momento de “contribuir para o desespero que pode surgir entre a população”. O caminho é focar-se na detecção precoce, dentro do possível, e orientar pacientes sobre hábitos universais de prevenção, como lavar as mãos com frequência, com água e sabão, por pelo menos 20 segundos; não tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas; evitar contato próximo com pessoas doentes; ficar em casa quando estiver doente; cobrir a tosse e espirrar em um lenço de papel e, em seguida, jogá-lo no lixo; e limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

    Cerca de 4, 5 mil casos foram registrados na China, com 106 mortes até o dia 29 de janeiro de 2020. De acordo com o CDC, haviam confirmado a presença da doença Hong Kong, Macau, Taiwan, Austrália, Camboja, Canadá, França, Alemanha, Malásia, Nepal, Sri Lanka, Singapura, Tailândia, República da Coreia, Emirados Árabes, Estados Unidos e Vietnã. E, até esta data, há nove casos suspeitos de coronavírus com testes em andamento, em São Paulo (3), Santa Catarina (2), Minas Gerais (1), Rio de Janeiro (1), Paraná (1) e Ceará (1). 

    Mapa do Coronavírus
    Um mapa, criado pela universidade Johns Hopkins, em Baltimore, EUA, mostra, em tempo real, o número de registros e mortes causados pelo novo coronavírus em todas as regiões do mundo. 

    A ideia do Centro de Engenharia de Sistemas da universidade é compilar dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e de centros de controle de doenças em países  como EUA, China e europeus e repassá-los simultaneamente ao público interessado.


    Mais informações:
    Novo coronavírus: causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção 

    Ministério da Saúde lança boletim epidemiológico com orientações sobre o coronavírus – Boletim Epidemiológico SVS JAN/20

    Centers for Disease Control and Prevention do CDC   

    Central do Coronavirus na revista The Lancet   

     


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