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    12-02-2019

    Estigma em Psiquiatria

    Conselheiros psiquiatras do Cremesp lamentam matéria jornalística irresponsável que promove estigma da eletroconvulsoterapia

    Em relação à matéria publicada neste dia 8 de fevereiro, em O Estado de S. Paulo, intitulada “Texto de Ministério da Saúde dá aval ao eletrochoque”, esclarecemos que a utilização da eletroconvulsoterapia (ECT) – ainda cercada por estigmas e oposições de cunho ideológico e não-científico – apresenta respaldo científico substancial para seu emprego. Inclusive, a ECT é regulamentada pela resolução 2057/2013, do Conselho Federal de Medicina, e a sua não realização, de forma adequada pelo médico, é passível de processo ético-profissional.

    A elaboração da norma técnica, capitaneada pelo Ministério da Saúde, ainda no ano passado, contou com a contribuição de especialistas que, especificamente sobre a ECT, reconheceu a importância clínica deste tratamento. Entre outros resultados, a eletroconvulsoterapia pode mitigar taxas de readmissão hospitalar e salvar vidas, assim como a cardioversão elétrica na cardiologia.

    Os pacientes com indicação para realizar ECT devem ser submetidos, antes de mais nada, a uma cuidadosa anamnese e a exame físico e complementares minuciosos, como avaliação cardiológica. Hoje, este procedimento é feito de forma humanizada, com sedação, analgesia e monitoramento em ambiente hospitalar e ambulatorial. Além de outros cuidados, como a observância de jejum de oito horas para sólidos e de quatro horas para líquidos, além de avaliação e cuidados odontológicos.

    Para além de preconceitos e qualquer tipo de militância, a ECT é uma modalidade de tratamento eficiente e de rápida resposta clínica. Pode ser considerada alternativa concreta para doenças como catatonia e depressão grave, principalmente. Diversas metanálises demonstraram que o ECT é mais eficaz que a farmacoterapia e do que outros tratamentos nesses casos selecionados.

    Portanto, quando realizado com responsabilidade e técnica adequada, a ECT é recomendada.

    Assim, a Política de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde não deve ser refém de qualquer ideologia. É uma obrigação da pasta ampliar o debate e constantemente rever os resultados alcançados pela ciência e a atual prática neste campo da Medicina, de forma a não privar justamente os pacientes mais carentes dos melhores tratamentos.
     

    Edoardo Vattimo, Christina Hajaj Gonzalez, Rodrigo Lancelote Alberto, Maria Alice Saccani Scardoelli e Pedro Sinkevicius Neto
    Psiquiatras e conselheiros do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp)


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