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    08-08-2017

    Câmara Temática

    Câmara Temática sobre Drogas recebe especialistas para discutir os efeitos do consumo da Cannabis

    A Câmara Temática sobre Drogas, do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), recebeu, em sua reunião mensal, o médico Gregor Burkhart, analista científico do European Monotoring Centre for Drugs and Drug Addictional, e o psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Valentim Gentil Filho.

    Burkhart apresentou o resultado de alguns estudos realizados pelo referido Observatório, no tocante ao comportamento de países da Europa com relação ao consumo da substância Cannabis sativa (conhecida no Brasil como maconha). Segundo o pesquisador, o consumo da Cannabis diminuiu, em geral, naquele continente. “Vários fatores contribuíram para essa diminuição, principalmente, os de comportamento. Os europeus, que já ficavam bastante em casa, agora, com o advento da internet, esses hábitos ficam cada vez mais evidentes”, comentou.

    O analista também observou que entre os países onde não há uma política de álcool bem definida, o consumo de drogas ilícitas também é mais alto, como é o caso da Espanha e Itália, por exemplo. “Nos países nórdicos, como a Suécia, onde há uma rigorosa política de álcool, o consumo de drogas ilícitas é muito baixo”, exemplifica.

    Outra questão levantada pelos estudos apresentados é que o consumo de Cannabis aumenta em locais com maior desigualdade social, como Portugal e Brasil. Burkhart também levantou a problemática “descriminalização x legalização da Cannabis”. Em sua opinião, o modelo de descriminalização é mais eficiente, pois dá a oportunidade para que a pessoa que consome a substância, principalmente, o jovem, reflita sobre seu consumo, mas em sistemas onde há políticas efetivas de controle. Ele exemplifica. “Na Alemanha, há uma multa de 300 euros para quem for pego consumindo Cannabis, mas tem a chance de trocar a multa pela participação em um programa alternativo, para que possa refletir sobre seu consumo. Ao meu ver essa é uma política que dá resultado”,  diz Burkhart.

    Já o psiquiatra Valentim Gentil Filho, apresentou sua preocupação com o consumo de Cannabis e outras drogas ilícitas, principalmente entre os adolescentes, pois há relação com quadros psicóticos. “Sabe-se que a esquizofrenia não é uma doença e, sim, uma síndrome que pode ser desencadeada por potenciais componentes causais e a maconha é uma delas”, destaca. “No meu entender, evidências de participação de drogas na gênese desses quadros não podem ser desqualificadas por falta de comprovação definitiva de causalidade, pois a maioria das psicoses são síndromes complexas, incapacitantes, multicausais e incuráveis”.

    Gentil alerta sobre os danos do consumo de substâncias como a Cannabis, que podem desencadear transtornos mentais irreversíveis. “Isso é muito sério e requer investimento efetivo na prevenção primária”, observa.

     

    Sobre as Câmeras Temáticas

    As Câmeras Temáticas são compostas por médicos e não médicos e têm por objetivo o constante acompanhamento da temática em pauta. Elas podem propor medidas e realizar estudos para melhorias em sua área de trabalho. As reuniões acontecem uma vez por mês.

    O responsável pela Câmara Temática sobre Drogas é o conselheiro Mauro Gomes Aranha de Lima, sob coordenação de Guilherme Peres Messas. 

    Foto: Osmar Bustos


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