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25-07-2016 |
Violência |
Cremesp e residentes discutem caminhos para o combate à violência nas escolas e no ambiente de trabalho |
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A violência que permeia as relações acadêmicas e o caminho para combatê-la foram temas de debate envolvendo residentes e membros da Câmara Temática Interdisciplinar sobre Violência nas Escolas Médicas (Camtivem) e da Câmara Temática do Médico Jovem do Cremesp, em 1º de julho, na subsede Vila Mariana do Conselho. “Queremos ouvir o que os residentes pensam a respeito da violência nas escolas e no ambiente de trabalho”, disse Kátia Burle dos Santos Guimarães, coordenadora da Camtivem e conselheira do Cremesp. Segundo ela, a criação de câmaras temáticas sobre a violência e o médico jovem revela a preocupação do Conselho pelo exercício profissional ético da Medicina. “Nada melhor do que cuidar, desde a época de formação, para que o estudante leve esses princípios para o campo profissional”, declarou. A plateia formada por residentes e membros de suas entidades representativas, entre elas a Associação Médica dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo (Ameresp) e a Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), debateu sobre os tipos mais frequentes de violência, que se manifestam nas relações entre os estudantes de Medicina, entre eles, trotes, casos de assédio moral e sexual e os jogos Intermed. “Ao invés de congraçamento, o que temos assistido são momentos de violência”, afirmou Kátia. Os residentes observaram que é crescente os casos de violência nas relações com os coordenadores dos serviços médicos e os residentes, com relatos bastante graves de assédio moral e sexual. Kátia também lembrou os inúmeros casos de agressões contra os profissionais da saúde, conforme o Cremesp constatou por meio de pesquisa realizada no ano passado. “Temos visto aumentar a violência contra os médicos e os profissionais de saúde e, por isso, o Cremesp vem alertando a população, por meio de campanhas, para a conscientização da população”, afirmou. Para o coordenador da Câmara Temática do Médico Jovem e conselheiro do Cremesp, Nívio Lemos Moreira Júnior, os encontros promovidos pelas câmaras permitem que as discussões sobre violência se ampliem para fora do Conselho, envolvendo tanto os residentes como os jovens médicos. “A questão da violência não pode ser debatida isoladamente, mas de forma integrada, entre médicos, estudantes e residentes, para criarmos uma cultura nova e agir preventivamente, sem ter de punir o colega por uma questão moral”, afirmou Nívio. |



