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11-04-2016 |
Violência na Saúde |
Cremesp e Coren-SP fazem campanha conjunta contra violência que atinge médicos e enfermeiros |
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O Cremesp e o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) realizaram uma ampla campanha visando debater a violência que tem atingido os profissionais da saúde. A intenção dos Conselhos foi mostrar uma realidade desconhecida do grande público, mas que, com frequência, provoca situações que atingem a rotina dos profissionais em seus locais de trabalho, e acabam prejudicando a própria população. Os Conselhos acreditam que evitar as agressões e criar condições favoráveis de trabalho seja de interesse de toda a sociedade, que precisa se conscientizar de que os profissionais não são culpados pela falta de estrutura e de investimentos na Saúde. A iniciativa do Cremesp aconteceu baseada na pesquisa Percepção da Violência na relação médico-paciente, com médicos e com a população, realizada pelo Datafolha, em setembro de 2015. O estudo mostrou que a agressão contra médicos vem ganhando cada vez mais expressão, tanto no sistema público quanto privado de saúde. No Estado de São Paulo, 47% dos médicos conhecem um colega que viveu algum episódio de violência por parte de pacientes. Outros 17% foram vítimas e tiveram conhecimento de colegas que viveram essa situação, sendo que 5% deles sofreram agressão pessoalmente. A pesquisa indicou que, tanto para os médicos quanto para a população, o fator desencadeante está na sobrecarga do sistema público de saúde, nas más condições de atendimento, com quantidade insuficiente de médicos, medicamentos, aparelhos e leitos, falta de fiscalização dos locais de trabalho e de capacitação dos todos os profissionais. “O principal motivo disso é a falta de estrutura para o atendimento à população. Nossos estudos mostram que a violência tende a criar ainda mais dificuldades para o sistema de saúde”, afirma Bráulio Luna Filho, presidente do Cremesp. Enfermeiros Sondagem realizada pelo Coren-SP, com 4.293 profissionais de enfermagem do Estado de São Paulo, mostrou que 77% deles já foram vítimas de violência. “A enfermagem sempre está na linha de frente do atendimento. O fato de ser uma classe composta majoritariamente por mulheres (85%) só agrava o quadro de violência. Precisamos, enquanto profissionais e mulheres, sair do silêncio”, afirma a presidente do Coren-SP, Fabíola de Campos Braga Mattozinho. O Cremesp e o Coren-SP levaram a discussão do problema ao secretário de Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes, em busca de soluções. Campanha Com o mote: “Quando um profissional de saúde é agredido, quem perde é o paciente”, a campanha de combate à violência contra profissionais de saúde ganhou os espaços publicitários no metrô, rádios da capital e interior e na internet, em sites, blogs e redes sociais. Além de cartazes em instituições de saúde e distribuição de camisetas, a imprensa realizou diversas matérias alertando a sociedade sobre a situação dos profissionais de saúde agredidos. Em seus veículos de comunicação – jornal (veja anúncio na pág. 16), revista, site, redes sociais –, Cremesp e Coren-SP também uniram esforços para que os profissionais relatem e denunciem as situações de agressão. |



