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    08-05-2015

    Depressão

    Repercussão com o acidente da Germanwings justifica nota esclarecedora sobre pessoas portadoras do transtorno

     

    Em razão dos questionamentos que o acidente aéreo da Germanwings, supostamente provocado pelo copiloto, tem suscitado, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) se manifesta sobre a catástrofe e sua repercussão sobre pacientes portadores de depressão:

     

    O acidente aéreo envolvendo o voo 4U9525 que se chocou contra os Alpes franceses no dia 24 de março de 2015 resultou na morte de 150 pessoas. O Airbus A320 da companhia alemã Germanwings ia de Barcelona, na Espanha, a Düsseldorf, na Alemanha. O copiloto da aeronave foi acusado de derrubá-la de forma intencional. A Lufthansa, empresa que controla a Germanwings, afirmou que ele era vítima de depressão profunda e chegou a conversar com um instrutor, durante um treinamento, a respeito de sua vontade de acabar com a própria vida.

    Com o objetivo de informar a opinião pública e prevenir a ocorrência de medo injustificado e preconceito contra as pessoas portadoras de depressão, o Cremesp vem a público esclarecer que:

    1. Com exceção de casos de terrorismo, o uso de aviões comerciais de passageiros como instrumento de suicídio é raro. Até hoje são conhecidos apenas três casos, incluindo o incidente do voo 4U9525 da Germawings.

    2. Embora seja inequívoca a participação de transtornos mentais em geral e da depressão em particular como fatores de risco para suicídio, aspectos sociais, culturais e ocupacionais, e fatores psicológicos individuais devem ser considerados como contributivos ou protetores contra a ocorrência de comportamentos suicidas. No caso específico de acidentes aéreos fatais devidos a suicídio, em menos da metade dos casos foi reconhecida de maneira inequívoca a participação de um episódio depressivo.

    3. Políticas de prevenção de acidentes aéreos fatais provocados por atos voluntários (incluídos aí o terrorismo, assassinato em massa, abuso de drogas e suicídio) devem considerar a complexidade envolvida nestes atos e o conhecimento científico já existente. Gestores públicos, agências reguladoras e as companhias aéreas devem se pautar, sobretudo, em políticas de promoção de saúde, acesso qualificado e sigiloso à prevenção primária e secundária de transtornos mentais em pilotos e trabalhadores aeroportuários, com ênfase ao incremento de boa e digna condição de trabalho oferecida aos mesmos.

    4. Por último, vale lembrar que a depressão ocorre ao longo da vida em aproximadamente 17% das pessoas da população brasileira. O suicídio pode ocorrer em 15% dos pacientes deprimidos. A prevenção e o tratamento precoce da depressão estão entre as medidas mais importantes para a prevenção do suicídio. Pacientes deprimidos suicidas com frequência são vítimas de sentimentos de não pertencimento e se sentem um peso para os outros. A sociedade não deve acrescentar a isto o peso do preconceito.

     


    Referências

    •    Cullen SA, Drysdale HC, Mayes RW. Role of medical factors in 1000 fatal aviation accidents: case note study. BMJ 1997;314:1592.
    •    Moller HJ. Suicide, suicidality and suicide prevention in affective disorders. Acta Psychiatr. Scand. Suppl. 2003:73–80.
    •    Lewis RJ, Johnson RD, Whinnery JE, Forster EM. Aircraft-assisted pilot suicides in the United States, 1993-2002. Arch Suicide Res. 2007;11(2):149-61.
    •    Vuorio A, Laukkala T, Navathe P, Budowle B, Eyre A, Sajantila A. Aircraft-Assisted Pilot Suicides: Lessons to be Learned. Aviat Space Environ Med. 2014;85(8):841-6.
    •    Silva MT, Galvao TF, Martins SS, Pereira MG. Prevalence of depression morbidity among Brazilian adults: a systematic review and meta-analysis. Rev Bras Psiquiatr. 2014;36(3):262-70.

     

    Tags: depressãoacidenteaéreoGermanwingssuicídio.

    Veja os comentários desta matéria


    O copiloto era psicopata e não depressivo. Veja que ele planejou o crime, disse para a namorada que iria cometer algo bem grande para que todos se lembrassem dele e não alterou a respiração enquanto o avião caia. Obrigada.
    HILDA CLOTILDE PENTEADO MORANA
    Ok. Pois então, onde se encontra através do SUS, um tratamento preventivo? E vou mais além: onde se encontra pelo SUS, um tratamento preventivo para qualquer transtorno psicológico, psiquiátrico, sem ser ambulatorial?... Prevenção, e tratamento objetivo, não tem de graça. Pagamos impostos e eu não consigo achar um lugar onde, se tenha a inserção na sociedade etc. Clínicas particulares fazem esses procedimentos, mas para quem não tem plano de saúde o custo é de hotel cinco estrelas. Me refiro ao acompanhamento clinico, psiquiátrico, psicológico, assistência social 24h por dia, internação mesmo. No SUS, o máximo encontrado, é no sistema CAPS, semi-internato. Agora pergunto: uma pessoa sem acompanhante, não é permitido por leis médicas a fazer tal tratamento? O Brasil carece de mais competência e boa vontade nesse aspecto. Pois em vários países da Europa, já se constatou que a pessoa inválida, por meios desses motivos, é ruim até para a economia do país.
    Welington Luiz Vianna Abdalla

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