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    24-05-2013

    Nota

    Cremesp repudia entrada de médicos estrangeiros sem revalidação de diploma e pode entrar com ação judicial contra proposta

    O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) condena a proposta do governo federal, anunciada pelo ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, de trazer 6.000 médicos cubanos para trabalharem no Brasil. De acordo com a nota de repúdio, aprovada na noite de terça-feira (7/5), durante reunião plenária dos conselheiros, o Cremesp  deverá entrar com medidas judiciais, além de promover ações políticas contra a proposta, por considerar que ela fere a lei e coloca em risco a saúde da população.

    Leia a seguir a integra da nota:   

    CREMESP REPUDIA A ENTRADA DE MÉDICOS ESTRANGEIROS SEM REVALIDAÇÃO E ALERTA: GOVERNO FEDERAL COLOCARÁ EM RISCO A SAÚDE DA POPULAÇÃO

    O governo federal anunciou que irá permitir a entrada de médicos estrangeiros no Brasil, a começar por 6.000 profissionais cubanos.

    Tal iniciativa, se por um lado resolve o problema de seis mil cubanos desempregados, passa longe de atender as necessidades de saúde da população brasileira.

    É importante assinalar que o ministro Alexandre Padilha e a presidenta Dilma Rousseff, em recente audiência com as entidades médicas, comprometeram-se com a necessidade de ampliação do debate antes da tomada de decisões que envolvem a qualidade do exercício da medicina no país.

    Mais uma vez, vimos a público alertar a população, os prefeitos e os secretários municipais de Saúde sobre os riscos de contratação de médicos estrangeiros ou brasileiros formados no exterior sem a devida revalidação de diplomas e sem registro nos Conselhos de Medicina.

    Repudiamos medidas que ignoram a importância da atual legislação e que irão implantar no país a prática da medicina pobre para os mais pobres.

    O governo federal omite os reais motivos da ausência de médicos em pequenos municípios e nas periferias: o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde e a ausência de condições de trabalho, de remuneração e de carreira de Estado para profissionais que trabalham nos serviços públicos.

    Não podemos admitir a extinção do Revalida, o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Universidades Estrangeiras, criado pelo próprio governo federal, que tem critérios técnicos justos e transparentes. Vale ressaltar que o índice de aprovação nos exames já realizados não chegou a 10%, o que demonstra a formação inadequada destes profissionais.

    Quem se forma em outro país deve comprovar que possui as competências e habilidades mínimas para o exercício profissional. O Revalida protege a população brasileira de médicos mal formados em escolas estrangeiras.

    Sem revalidação de diplomas, que inclui a proficiência na língua portuguesa, médicos estrangeiros não conseguirão se comunicar adequadamente com os pacientes.

    Além disso, conforme estudos do CFM-Cremesp, médicos estrangeiros, mesmo aqueles com diplomas revalidados, não ficam por muito tempo no interior e nas áreas carentes, migram em sua maioria para os grandes centros e capitais, aumentando a concentração e a desigualdade na distribuição de profissionais no país.

    Por fim, juntamente com as demais entidades médicas, tomaremos iniciativas políticas e eventuais medidas judiciais para impedir essa afronta à saúde da população e à dignidade da medicina brasileira.

    Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo

     

    Tags: Cremespnotaoficialrepúdiomédicosestrangeirosrevalidaçãodiploma.

    Veja os comentários desta matéria


    Por que ainda não fizemos a paralisação devida? Isto é: nada de paralisar uma cidadezinha ali outra cá. A única solução é a paralisação geral de todas as cidades e Estados por um tempo prolongado. E, assim, acabar de vez com a reeleição de uma certa figura que jamais atenderia em meu consultório.
    Breno
    Antes de mais nada agradeço pelo posicionamento do CREMESP. Sou um cidadão e acho isso um absurdo, contratar médicos estrangeiros sem a devida validação de seu diploma. E outra: este governo não fala a verdade, passa a impressão que temos uma ótima infraestrutura. Mas isso é mentira. Veja o tempo que temos que aguardar por uma endoscopia, ressonância, ou até mesmo passar por um ortopedista. E não precisa ir muito longe para ver estes problemas. Por favor CREMESP, se empenhe para que isso não aconteça. Sem falar da injustiça para com os brasileiros que estão aqui estudando Medicina.
    Leonardo
    Só peço àqueles que defendem o governo nesta ação de trazer médicos estrangeiros, sem revalidação de seus diplomas, que pensem nisto: Você levaria seu filho(a), mãe e pai para serem atendidos por profissional cuja capacitação não foi colocada à prova? Eu sei a resposta. Pensem no próximo que não pode ser atendido por tal tipo de médico. Faço uma denúncia: Existem pessoas interessadas neste aumento do número de médicos em seus municípios para receberem verba maior do SUS. O mesmo ocorre nas capitais onde prefeituras querem trazer os cubanos para suprir deficiências no atendimento nas periferias. Peço que o CFM e o CRM briguem por nós, pois não temos respaldo do nosso sindicato. Para mim, isto é motivo de afastamento da presidente e dos prefeitos que aderirem a esta insanidade. Vi no famoso documentário do jornalista Michael Moore que onde o governo teme a população, a saúde pública é excelente e, do contrário, o povo sofre.
    Paulo Moraes
    Sou a favor do aumento do número de vagas nas faculdades de Medicina. Se tem poucos médicos no Brasil é porque tem poucas universidades para formação. O governo deveria era aumentar o número de vagas para ingresso nos cursos de Medicina - que em algumas universidades a concorrência chega a ser de 137 por vaga. Há muitos jovens querendo estudar Medicina, mas poucos conseguem entrar na faculdade, devido a concorrência e, assim, desistem e vão para outras áreas.
    Lailce
    Sou médico formado há 8 anos e já trabalhei em áreas muito carentes da cidade de São Paulo - antes de reclamar da falta de médicos por que não veem conhecer Marsilac, na Zona Sul de São Paulo?. Só não continuei trabalhando nessas áreas porque os nossos chamados líderes governamentais não concediam o mínimo de condições para o exercício digno da minha profissão. Isso sem contar a falta de reconhecimento pelo meu esforço em enfrentar 4 horas de trânsito caótico, diariamente, para chegar até o Grajaú e, depois, mais 2 horas de fretado (ida e volta) até o meu antigo local de trabalho (uma comunidade afastada e isolada). Ainda existem pessoas que acham que a solução para tudo isso é importar médicos de Cuba para trabalhar nesses locais, em vez de exigir de seus prefeitos, governadores e presidente, melhores condições de trabalho para os médicos brasileiros e reconhecimento digno para os profissionais que estudaram tanto preparando-se para cuidar e salvar vidas. Lástima.
    Marcos
    Ainda bem que o CREMESP se posicionou contrário. Sugiro que seja feita uma campanha para mostrar para a população os reais motivos de sermos contra. Já ouvi e li coisas como: o médico não quer trabalhar no interior porque pagam pouco (mentira), ou que é por medo da concorrência que nos colocamos contra. A população deve ser devidamente informada sobre a falta de estrutura existente; e que, na verdade, trazer médicos de fora não resolve em nada o problema. Eles também não conseguirão fazer milagres com as condições atuais de trabalho e logo irão embora sem que o governo faça o certo: investimento.
    Larissa
    Moro no interior de MG, há 130 km de SP. E aqui, no posto de saúde e na cidade, quase não há médicos. Os médicos brasileiros estão dispostos a ir trabalhar nos rincões do Brasil? Não! Então, deixem os cubanos sossegados. Estive em Cuba e lá há excelentes médicos. Vamos parar com demagogia. A classe médica brasileira deixa muito a desejar. A maioria é elitista e em geral só pensa em dinheiro. Foi-se o tempo em que tinham amor à profissão e aos pacientes. Em que tinham cultura geral...
    Denise
    Todo exercício profissional deve ser regulamentado e supervisionado. Os cidadãos devem ter a garantia da qualidade do serviço e comprometimento do profissional. Na medicina, cabe ao CFM esta prerrogativa. A tentativa de jogar a população contra esta instituição é covarde e inaceitável. É subestimar a capacidade de reação e compreensão dos brasileiros. O exercicio da Medicina não é exclusivo de brasileiros, mas de qualquer médico que esteja habilitado e devidamente registrado no Conselho.
    Cristiano Xavier LIma
    Sou médica brasileira formada pela Universidade Federal do Pará em 1979. Fiz pós-graduação no exterior e tive que me submeter aos exames de revalidação americana se fosse exercer a medicina lá. Não foram 1 ou 2 meses; foram 4 anos de testes (proficiência na língua inglesa, teste de ciências básicas, teste de ciências clínicas, teste de propedêutica). Feito isso, tive de participar de concurso público para ser aceita em um hospital (com teste de títulos e entrevista) e exercer 3 anos com bolsa, antes de obter a licença definitiva. Aqui no Brasil é muito mais simples. Considero um ultraje o exercício ilegal da medicina no Brasil com autorização presidencial.
    Esther Brito
    O que impressiona nisso tudo é a maneira simplista com que o governo pretende resolver o problema. Populismo barato? Má fé? Durante muitos anos os governos (de vários partidos e em todas as esferas) deixaram de fazer os investimentos necessários para que o SUS funcionasse adequadamente. Agora surge uma medida como esta? A classe médica precisa reagir de maneira clara e firme frente a este absurdo.
    Marcos Aurélio Martins Ribeiro
    Indignação! Não sou médica, mas também não concordo com essa medida. Quem responderá quando houver um erro médico? Como será a comunicação entre médico X paciente e as prescrições?
    sumara
    Inadmissivel atitude do Governo Dilma em agir sem permissao da AMB. Um abaixo-assinado deve bloquear esse erro intencional do governo.
    Fernando L Flaquer
    Gostaria muito de ver o Cremesp atuando a respeito de mais uma insensatez desse governo atual. Gostaria também que fosse advertido o Ministro Padilha por compartilhar e divulgar essas medidas.
    Eduardo Rebello Vieira
    Inaceitável essa proposta do governo brasileiro. Para as populações carentes, de recursos mais diversos além da saúde, oferece médicos importados, sem qualquer critério de avaliação técnica ou curricular, enquanto membros do executivo e do legislativo usam os hospitais de primeira linha de Brasília e de São Paulo (basta observar na imprensa onde se internam os políticos quando doentes), com uso ilimitado de reembolso dos gastos com dinheiro dos cofres públicos. Chega a ser ridículo, para os carentes de acesso à saúde, oferece o que for mais fácil e barato, independente de qualquer avaliação. Pobre povo brasileiro que estará vulnerável ao atendimento desses profissionais, e pobres de nós médicos, que passamos em vestibulares concorridos, estudamos 6 anos em regime integral, realizamos dois anos de internato e mais alguns de residência, e estaremos em igualdade profissional com os profissionais importados. E mais, Cuba não precisa desses médicos?? Piada de mau gosto.
    Henrique
    É lamentável e absurda a atitude do governo federal, que ao invés de investir na melhora da infraestrutura, condições de trabalho e planos de cargos e salários, prefere trazer profissionais despreparados para atender as necessidades dos cidadãos brasileiros. Até quando iremos suportar a falta de respeito dos nossos governantes para com todos os profissionais da saúde? Desejo que o CFM tome as medidas cabíveis para inibir atitudes medíocres como esta e que haja algum manifesto esclarecendo a população dos riscos.
    Flávia
    Como em qualquer país que exige uma contribuição valiosa de profissionais e sua correta adaptação aos regulamentos e exigências locais, O Brasil deve servir de exemplo e não permitir que este afronta ocorra!
    Bruno Augusto
    Será que o Ministério Público já foi oficialmente informado?
    Euclides Pardigno
    Comprovadamente, os médicos formados no Brasil não correspondem às necessidades do mercado brasileiro: a formação é duvidosa, precária e deficiente. Prova disso foi o resultado do último exame do CREMESP, que reprovou mais de 60% dos recém-formados, num exame fácil de apenas 1 fase. Por que todo esse alarde com quem estudou em outro país? Temos que olhar o próprio Brasil.
    Victor Bernardo
    Excelente artigo do Wall Street Journal sobre a exportação de médicos cubanos e a quem isso beneficia: http://online.wsj.com/article/SB10001424052970203731004576045640711118766.html
    Gerson Faria
    Estão querendo tornar o Brasil uma terra de ninguém. Está mais do que na hora de unirmos nossas forças e irmos adiante! Não vamos permitir que essa barbaridade aconteça...É uma afronta, uma vergonha descabida e sem precedentes!
    Marcelo Braganceiro
    Emigrei (formada em Medicina, com 4 anos de residência) há 13 anos: fui para Itália, aprendi a ler, falar e escrever em italiano, fiz 1 ano de estágio hospitalar, fiz prova escrita e oral das seguintes matérias: Clinica Médica, Cirurgia Geral, PediatrIa, Otorrino, Oftalmo, Psiquiatria, Ginecologia e Obstetrícia (1 mês de provas). Aí então tive meu diploma reconhecido. Já a residência de Clínica Médica e Endocrinologia era necessário REFAZER para revalidar. Há 1ano mudei para a Holanda e tive que fazer também prova de proficiência em holandês (!) para poder ser médica aqui. Por favor, nem me perguntem o que eu acho de médicos estrangeiros no Brasil não precisarem de prova de revalidação...
    Daniela
    Sou cirurgião-dentista há 36 anos e pai de uma médica formada há dois anos. Tenho visto que o governo pretende fazer com a Medicina o que fez com a Odontologia: arranjar mão de obra fácil e barata para usar como promoção à população desinformada. Os médicos devem usar todos os meios para impedir este descalabro, sob pena de perder as rédeas de sua independência. Como disse Maiakowisk: ”Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada".
    Nelson Rossi
    Apoio a Simone, que sugeriu o abaixo assinado. Ele pode ser feito pelo próprio site do CREMESP. Espero que a nossa opinião valha alguma coisa nesse assunto
    Tânia
    A posição do CREMESP é absurda, vergonhosa!
    Rogério Limonti
    Não sou da área médica, mas concordo com os comentários já publicados. Medida eleitoreira e descabida. Até quando nós, brasileiros, suportaremos deitados em berço esplêndido? Aproveitemos também os pajés e curandeiros com suas ervas e poções... O que acham?
    Gloria
    De forma nenhuma queremos cercear o direito de todos trabalharem, porém, já fui a Cuba e o que vi foi uma população feliz com sua ignorância, inclusive na limitação à sua saúde de ponta. A população brasileira está acostumada e conhecedora de modernas técnicas de tratamento mais próximas às dos EUA, muito criteriosos para autorizar novos médicos para tratar seus concidadãos, o que naquela ilha tropical inexiste. Além do fato dos limites de informação que pode chegar a seus 11 milhões de habitantes, inclusive informação médica ... Senhores politicos, sejam mais responsáveis e valorizem a excelente mão de obra que temos por aqui...
    Edson Khenaifes
    Eu sou médico formado na Romênia em 1996. Casei com uma brasileira e tive que ficar aqui, no Brasil. A revalidação do meu diploma demorou quatro anos. Neste intervalo estudei e trabalhei numa farmácia como simples balconista, mas estou orgulhoso pelo fato de ter conseguido me integrar no sistema, apesar de ter demorado um pouco. Hoje trabalho legalmente, com o número de registro CRM 142394-SP. Me sinto do mesmo modo injustiçado com essa medida e acho mais que necessários o Revalida e o exame CELPE - critérios legais e obrigatórios para os médicos formados no exterior.
    MIHAI SORIN DOROBANTU
    Concordo totalmente com os comentários acima. Acho que o problema para a população é muito grave. A criação de escolas de medicina sem a menor condição de ensinar adequadamente os princípios básicos da profissão em diversos pontos do país já é vergonhosa, conforme evidenciado pelos exames realizados pelo CREMESP! A abertura de portas para mais um banco de incompetentes (sem menosprezar a possível capacidade e talento de alguns desses médicos estrangeiros) é mais uma prova da incapacidade gerencial do governo atual, que promove o engodo e a manipulação de informações de modo a convencer os nossos pobres conterrâneos que vivem em condições subumanas há gerações e nada é feito para realmente aumentar o nível de cultura e reduzir as desigualdades sociais. Devemos mostrar nossa indignação de forma clara, através de abaixo assinados e de demonstrações de repúdio na mídia televisiva, textual e eletrônica.
    Dewton
    Os absurdos são de conhecimento dos envolvidos. Me interessa saber quais medidas práticas jurídicas estão sendo tomadas pelo Cremesp e CFM.
    Paulo Victor Tubino
    Espero que o CFM se posicione fortemente contra essa proposta descabida de inserir médicos estrangeiros sem a devida adequação curricular e cultural que a boa prática médica exige. A população não carece de qualquer médico, pelo contrário, necessita de um médico com boa formação científica e com profunda compreensão das características culturais das pessoas que irá atender.
    Fernando Meneguini
    Agora vamos ver o CFM mostrar seu poder e compromisso conosco. Os Sindicatos também ...
    Dr Bras
    E quantos brasileiros não estão cursando medicina na Bolívia, onde nem prova para o ingresso na faculdade existe, e em breve estarão atuando (pra não dizer outra coisa) aqui no Brasil? Melhorias da qualificação médica no Brasil já! e não! para a criação de novos cursos e entrada de pessoas desqualificadas profissionalmente em nosso país.
    Jurandy Pessuto
    O Estado não tem recursos para investir na saúde pública; o que chamam de saúde suplementar, que na verdade é substitutiva, está se mobilizando com a fusão dos planos de saúde; a ANS, que trabalha a favor dos planos de saúde, vai exigir atestado de competência e eficiência para que os médicos possam se credenciar ao planos de saúde, assim diminuindo os custos. Ou seja, a realidade dos médicos deste país, seja no setor público ou privado, nunca esteve tão caótica. Só ocorrerão mudanças quando realmente os médicos comprometidos tomarem atitude. Acho que demoramos demais....acabaram com a profissão médica...uma vergonha.
    Claudio Oppenheimer
    Um aspecto me é muito estranho: Cuba cria, alimenta, forma e diploma 6.000 médicos. Investe muitos recursos do povo cubano para depois exportá-los de graça? Não conheço país que forme gente para depois doá-los graciosamente.
    Urias
    O desrespeito das autoridades brasileiras para com a saúde pública também é vítima de sua prepotência e descaso com as leis. Para honrar compromissos políticos internacionais e enaltecer suas ideologias políticas, o governo Dilma quer importar médicos recém e mal formados para o Brasil e se esquiva de executar práticas básicas de saúde, equipar adequadamente as UBSs e remunerar dignamente médicos aqui formados e paramédicos. Se o Ministro e a Presidente ouvissem as entidades de classe e conselheiros especializados, políticas justas de saúde seriam implantadas e, assim, ocorreria um fluxo natural de profissionais para os centros menores, para as periferias e regiões carentes, e se exerceria o direito constitucional de zelar pela saúde.
    João Bosco Martins Pinto
    É repugnante a atitude dos nossos líderes políticos... Fácil colocar profissionais desqualificados para atender os pobres. Mas, estes mesmos líderes, quando precisam de atendimento médico, procuram os melhores hospitais particulares. Por que nossa presidente e os demais políticos não são obrigados a receber atendimento na rede pública, já que está tudo ótimo?... agora já será resolvida a falta de médicos!!!
    Tânia
    Os argumentos a favor não se sustentam. Cuba tem currículo inferior, longe das nossas necessidades. Revalidação do título para todos os estrangeiros? O Governo tem que por fim ao desejo de agradar.
    Jose Cefas Gonçalves.
    Para os que são contra o REVALIDA, faço - de todo o coração - uma única pergunta: se ao procurarem o atendimento médico (ninguém fica sem fazer ao menos uma consulta na vida), se atendidos e pudessem escolher entre um médico COM O REVALIDA e outro SEM O REVALIDA, qual escolheriam? E mais: deixariam algum membro de sua família ser atendido por qual dos dois?
    Larissa
    Médicos são reconhecidos médicos pelos nossos Conselhos. Outras situações são consideradas exercício ilegal da Medicina. Aprová-los seria como contradizer a luta pelo ato médico.
    Solange
    Realmente é surreal a atitude do governo. Diante de tantos abusos, já passou da hora da classe médica se unir de verdade, juntar forças para não aceitar tantos abusos. É tempo de ter postura e agir. No entanto, nós, médicos, continuamos a reclamar e nada de significativo é feito para impor um pouco mais de respeito pela nossa profissão.
    Marcia
    Dessa maneira o governo vai sucateando a medicina no Brasil. É mais fácil contratar profissionais despreparados, e por que não dizer mais baratos para os bolsos do governo, do que criar incentivos e melhores condições de trabalho para os médicos formados no Brasil. Tenho apenas um comentário para essa atitude vergonhosa ... absolutamente degradante. Está mais do que na hora da classe médica se unir para lutar pelos seus direitos. Qual será o próximo passo? Importar especialistas médicos?
    Marcos
    Prezados senhores: Tenho acompanhado o empenho do governo em trazer médicos do exterior e a resistência do CRF/CRM ao querer impedir que isso aconteça. Tenho um filho que se formou em medicina em Cuba, passou dois anos no Brasil tentando regularizar seu diploma, e os senhores não imaginam a exploração financeira por onde tivemos que passar. Como temos cidadania europeia, em dois meses um dos países europeus aceitou seu diploma, liberando-o para trabalhar em qualquer país do Mercado Comum Europeu. Hoje ele trabalha lá, recebe em euros, é tratado com respeito e consideração, tem plano de saúde para ele, a família dele e para os pais dos dois lados (nós e os sogros). Vive com dignidade e boas condições de trabalho. Nós, pais, queremos te-lo de volta para junto de nós, de maneira legal, mas com justiça. Está no processo de revalidação do seu diploma por uma universidade pública e esperamos que consiga voltar para casa, para conviver conosco, com os direitos de um médico formado e responsável. Paol
    Paola Simoni Silveira
    Não bastassem os resultados da baixa qualificação observada nos exames do CREMESP, agora nos vemos diante da ameaça de mais 6.000 chegando com qualificação duvidosa e talvez sem que a revalidação seja feita em condições ideais. Diante da situação caótica em que se encontram tantos serviços públicos no país, pergunto: só trazer mão de obra resolve? A contrapartida por parte deles é se manterem calados quando encontrarem as condições precárias em que se encontram tantos serviços de saúde nos mais remotos cantos do Brasil? Terão eles a mesma garra que nós, brasileiros de raça e fé, que nos empenhamos em fazer o melhor, apesar das precariedades que enfrentamos?
    Irene
    Lamentável a postura de nossas autoridades com a saúde pública e o desrespeito às normas legais elementares do exercício profissional. Falta de respeito com a classe médica brasileira.
    CARLOS
    Sem validação no Brasil, os cubanos foram validados em seu país ou trata-se meramente de um EXÍLIO de 6000 cidadãos fantasiados de médicos? Como a União garantirá a segurança e a saúde de uma população já supostamente desassistida, que naturalmente o é por conveniência política? E mais: como garantir que estes novos profissionais permanecerão onde devem, com que assistência? Como trabalharão em conjunção profissional com os médicos brasileiros? Obviamente, está a caminho a maior insanidade administrativa dos tempos modernos! Meus caros colegas do CFM, AMB e FENAM, em regime de urgência urgentíssima, precisamos mobilizar a população e a imprensa!
    Ricardo
    E assim vamos afundando mais ainda nossa Medicina. Realmente, é mais fácil, mais rápido e mais barato piorar os médicos do que melhorar os salários e condições de trabalho para os bons médicos já disponíveis. O importante é garantir votos na próxima eleição. Parabéns PT!!
    Eduardo
    Mais um absurdo deste governo, que em vez de resolver um problema estrutural, coloca a população em risco por mero jogo político e interesses duvidosos! Nossa classe é desunida, deveríamos mudar isso, para que realmente consigamos trabalho digno e atendimento adequado à população!
    Eduardo
    O problema não é a vinda de médicos de fora. O problema é que os mesmos ficam 6 meses nos locais onde não tem médico e depois vem para SP ou RJ.Como existe a liberdade de IR e VIR de acordo com as leis do nosso Brasil, a dificuldade persistirá. Só posso entender como relacionamento político entre Brasil e Cuba. Como eu não sou político termino ao meu comentário.
    ZAMIR
    Sugiro ao Conselho Federal e Estadual de Medicina que façam abaixo assinado junto à população, médicos e estudantes de medicina para que possa ser levado ao governo.
    simone
    Degradante, criminosa, odiosa a iniciativa do governo federal! Os golpistas apátridas que estão no poder, mais uma vez querem impor por decreto os descalabros perpetrados sem trégua contra a nação. Este será o pior de todos os males impostos à classe médica. Devemos lutar como se estivéssemos de fato em Estado de Guerra, pois é justamente isto que o governo brasileiro, fantoche, títere do financismo internacional, acaba de declarar aos médicos nacionais. Não vamos aceitar a prostituição do nosso nobre ofício sem lutar em todas as frentes. Os senhores governantes que traírem a classe médica, podem estar certos de que os seus nomes JAMAIS serão esquecidos por nós médicos patriotas!
    Marcos

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