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08-02-2013 |
Folha de S.Paulo |
Painel do leitor - Renato Azevedo |
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Medicina Um pequeno, mas importante, reparo no editorial "Os males da medicina" ("Opinião", ontem): o anúncio do MEC de que só autorizará novos cursos médicos em lugares com carência de profissionais não agrada à classe médica. O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) e outras entidades médicas julgam a medida ministerial insuficiente para solucionar o problema da desigualdade na distribuição de médicos pelo país. Não há nenhuma evidência de que a presença de escola ou de residência médica seja fator de fixação de médicos. Como bem mostrou o editorial, são as condições de trabalho, a renda e a possibilidade de progressão na carreira os principais fatores indutores para a consecução desse objetivo. Em vez de estabelecer parâmetros para a abertura de novas escolas e ameaçar a população com a importação de médicos sem qualificação, melhor faria o governo federal se fechasse escolas médicas sem qualidade e melhorasse o financiamento e a gestão do SUS. Só a criação de uma carreira de Estado para o médico no SUS e de uma política de interiorização da assistência em saúde garantem a fixação de profissionais nas áreas de difícil provimento. O resto são medidas paliativas, demagógicas e ineficazes. RENATO AZEVEDO JÚNIOR, presidente do Cremesp (São Paulo, SP) Texto originalmente publicado no Painel do leitor do jornal Folha de S.Paulo de 08/02/2013 |



