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    27-09-2012

    Paralisação em SP

    Médicos paulistas suspendem atendimento a planos de saúde entre 10 e 18 de outubro

    Os médicos de São Paulo decidiram paralisar o atendimento eletivo aos planos de saúde de 10 a 18 de outubro como protesto contra práticas abusivas das empresas e a defasagem inaceitável dos procedimentos médicos.

    Em reunião na sede da Associação Paulista de Medicina (APM) em 17 de setembro, as lideranças do movimento aprovaram a suspensão do atendimento ao grupo de operadoras que sequer aceitou negociar com a classe médica ou não enviou propostas concretas até o momento. São elas:
     
    1. Green Line
    2. Intermédica
    3. Itálica
    4. Metrópole
    5. Notredame
    6. Prevent Sênior
    7. Santa Amália
    8. São Cristóvão
    9. Seisa
    10. Trasmontano
    11. Universal 
     
    Um novo grupo será anunciado até a data da paralisação. Enquanto isso, a comissão de negociação continua à disposição das empresas para receber propostas. O diretor de Comunicação do Cremesp, João Ladislau Rosa –  que participa das reuniões das lideranças do movimento em SP –  informou que as operadoras e seguradoras  que não apresentarem propostas adequadas à categoria nos próximos dias serão incluídas neste segundo grupo.
     
    O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), a APM, os Sindicatos dos Médicos, a Academia de Medicina de São Paulo e as Sociedades de Especialidade iniciam agora um grande trabalho de mobilização da classe no sentido de organizar os médicos para os protestos agendados.
     
    A pauta de reivindicações do movimento médico paulista inclui consultas a R$ 80, atualização dos valores dos procedimentos conforme a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) e inserção nos contratos de critério de reajuste a cada 12 meses, além de autonomia profissional para prescrição de exames e procedimentos.

    O movimento médico conta ainda com o apoio da sociedade, no que diz respeito à assistência oferecida pelas operadoras de planos de saúde e à interferência na autonomia profissional. Estudo da Associação Paulista de Medicina (APM) realizado pelo Instituto Datafolha, mostra que 77% dos usuários de planos de saúde no Estado de São Paulo enfrentaram problemas no atendimento, como superlotação e longas esperas nos hospitais. O estado concentra hoje o maior número de beneficiários de planos de saúde do país, com um universo de 10 milhões de pacientes da saúde suplementar.

    Sobre os médicos e prestadores de serviço, a percepção de 66% dos usuários é de que os planos colocam restrições em diversas etapas para realização de exames de maior custo e, para (53%), de que os planos restringem o tempo de internação hospitalar ou UTI. Mais de 60% dos usuários ainda afirmam ter a imagem de que os planos de saúde pagam aos médicos um valor muito baixo por consulta ou procedimento.

    Fontes: Cremesp/APM/CFM

     Veja também:

    Protesto Nacional 
    Contra abusos praticados por planos de saúde, médicos de todo país farão mobilizações entre 10 e 25 de outubro
     

    Honorário médico
    Porto Seguro aceita negociar e diz estar propensa a adotar fórmula proposta por entidades médicas


    Tags: operadoras de saúdeplanosparalisaçãomovimentohonoráriosCBHPM.

    Veja os comentários desta matéria


    Quero cumprimentar o CREMESP e as entidades de Classe nessa luta justa mas tardia em defesa dos Médicos. Se o Ato Médico já tivesse sido aprovado não ficaria mais fácil o reconhecimento das nossas revindicações? O que a ANS fez até hoje para o elo mais fraco do triângulo : Empresário, Paciente e MÉDICO? Somos sempre ignorados ou esquecidos!... Como ficará o atendimento dos pacientes das Operadoras que NÃO aceitarem nossas justas revindicações?
    João Baptista do Amaral Moura

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