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| 10-09-2012 |
Planos de saúde |
Após paralisação do atendimento por 24 horas em São Paulo, médicos podem fazer um protesto nacional de até 10 dias |
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“Queremos trabalhar e atender nossos pacientes, mas as operadoras de planos de saúde nos forçaram a essa suspensão”, diz presidente do Cremesp Um novo protesto dos médicos contra os baixos honorários e as pressões dos planos de saúde que colocam sob risco a vida dos pacientes deve ser deflagrado em nível nacional e poderá durar até 10 dias. O indicativo de mobilização foi aprovado pelas entidades médicas durante reunião da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), que aconteceu em Brasília, em 31 de agosto e reuniu representantes dos conselhos de medicina de todo o país, além da Associação Médica Brasileira (AMB), Federação Nacional dos Médicos (Fenam), sindicatos e sociedades médicas. A mobilização nacional será marcada em breve e deve acontecer até o mês de novembro. O protesto nacional reforçará o movimento dos médicos em nível regional, como a paralisação do atendimento eletivo aos planos de saúde por 24 horas, ocorrida em 6 de setembro, no Estado de São Paulo. O atendimento a urgências e emergências foi garantido e os organizadores do movimento recomendaram aos profissionais que também garantissem o atendimento também daqueles casos em que, mesmo não sendo emergência, o atraso pudesse acarretar prejuízo aos pacientes. A Associação Paulista de Medicina (APM) estima que cerca de 70% dos médicos que atendem convênios aderiram ao movimento no Estado neste 6/09. A paralisação paulista é um protesto contra as operadoras de planos de saúde que, após 34 reuniões e quase nove meses de diálogo, não chegaram a um acordo em relação às principais reivindicações dos profissionais – de atualização dos valores da consulta para, no mínimo, R$ 80, inclusão de cláusulas de reajustes periódicos nos contratos de prestação de serviços; e fim das pressões para reduzir exames, internações e antecipar altas, que colocam em risco a saúde dos pacientes. “Nós, médicos, não gostaríamos de paralisar o atendimento. Queremos trabalhar e atender nossos pacientes, mas as operadoras de planos de saúde nos forçaram a essa suspensão”, afirmou Renato Azevedo, presidente do Cremesp. “As empresas vem aumentando sistematicamente as mensalidades dos usuários acima da inflação, sem, no entanto, reajustar os honorários médicos. Além disso, as operadoras de planos de saúde interferem de forma nociva na relação médico-paciente, visando reduzir custos. Saúde não é mercadoria”, completou Azevedo. Nova mobilização nacional Leia também: Na véspera da suspensão do atendimento a planos de saúde, médicos fazem passeata na Capital paulista |
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