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    01-08-2012

    Jornal do Cremesp

    Em editorial, Renato Azevedo afirma que exame obrigatório "é uma resposta à deterioração do ensino médico"

    Novos rumos do Exame do Cremesp 

       Após sete anos do Exame do Cremesp, uma experiência inovadora e reconhecida, o Conselho Regional de Medicina regulamentou o Exame no Estado de São Paulo, como forma de estimular a participação dos formandos e de obter resultados mais amplos sobre a qualidade da graduação.

    Passamos a fase do diagnóstico, com o preocupante resultado de quase 50% de reprovação dos 4.821 alunos de sexto ano que participaram voluntariamente das provas.

    A Resolução do Cremesp (íntegra AQUI) torna obrigatória a participação e estabelece um documento comprobatório a ser entregue no momento do pedido de inscrição no CRM, que será concedido independentemente da nota obtida.

    O Exame não restringirá direitos – o desempenho não será condição para registro no CRM, o que só poderia ser feito por força de Lei – e está garantida a confidencialidade dos resultados individuais.

    A nova fase do Exame do Cremesp é uma resposta à deterioração do ensino médico, que não tem sido capaz de promover a formação técnica, ética, generalista e humanista nos vários níveis de atenção à saúde, formando médicos sem competências e habilidades imprescindíveis.

    Por certo polêmica, é uma medida necessária, face ao crescimento vertiginoso do número de escolas médicas no Brasil – já são 196 cursos em 2012, sendo 114 privados – que veio acompanhado de corpo docente despreparado, inexistência de hospital-escola para estágio prático, insuficiência de vagas na Residência para todos os formandos e aprovação automática dos alunos sem correta avaliação ao longo do curso.

    A decisão do Cremesp chega no momento em que o governo federal decidiu trocar a qualidade pela quantidade (as atuais escolas formarão mais de 18 mil novos médicos por ano, sem contar as 2.415 novas vagas anunciadas em 2012 pelo MEC).

    Ao ampliar a avaliação externa, isenta e independente, o Cremesp acredita que todos sairão ganhando. A autoavaliação norteará o aprimoramento dos participantes. O governo e os dirigentes de escolas terão subsídios para melhorar o ensino. Por fim, a sociedade e os parlamentares terão mais informações para decidir sobre a obrigatoriedade do exame de egressos em Medicina.

     

    Renato Azevedo Júnior é presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo

    Veja íntegra do Jornal do Cremesp, edição nº 294 - julho 2012

     

    Tags: exame do Cremespobrigatoriedaderecém-graduadoscursos de Medicinaensino médico.

    Veja os comentários desta matéria


    Interessante seria acabar com essa abertura indiscriminada ou, se não acabar, colocar um exame estilo OAB. Governo sem experiência é complicado, acabando com a tradição da medicina brasileira.
    wesley nazzari
    Todos falam na obrigatoriedade do exame e condicionamento de fornecimento de um CRM somente àqueles que passassem na prova.Porém fica a pergunta: e as faculdades tenebrosas que formaram e enganaram esses cidadãos brasileiros, como ficam?? Como fica o Ministério da Educação que dá aprovação para que estes cursos existam e aprova que tantos outros sejam abertos?? A prova da OAB (apesar de inconstitucional e assim o é, pois não é descrita na Constituição, digam o que digam Juízes da Suprema Corte), não forma melhores advogados.O que se vê é muito dinheiro entrando na Ordem, cursinhos para a prova em proliferação e advogados execráveis exercendo a nobre profissão. Acho que o quadro é mais complexo e a solução deste problema é muito mais trabalhosa e sofrida e exigirá da sociedade brasileira e do CFM MUITO trabalho e muita luta.Um exame, com certeza, não resolverá o problema, será apenas um paliativo para uma situação moribunda formada, desculpando-me o trocadilho médico.É isso.
    Sinésio Nallini Júnior
    Deveria de ser obrigatório e com caráter impeditivo se houver reprovação, assim como o Exame de Ordem da OAB. Assim poderemos selecionar médicos de melhor qualidade para a nossa nação brasileira. É o que a população brasileira exige e quer de uma profissão tão séria e que preserve a vida, como é o caso da medicina. O povo brasileiro merece um profissional médico de qualidade e que haja com seriedade......
    DAMIEN OMEN
    Situação vergonhosa e preocupante a formação indiscriminada de médicos, cobram impostos de primeiro mundo e oferecem profissionais de péssima qualidade para a polpulação brasileira. Esses políticos são a vergonha nacional!
    fernando guimaraes
    Sou formando da turma de 2004 da FAMEMA e fui único participante da minha turma no exame daquele ano e um dos aprovados no geral. Acredito que a aprovação no exame deva ser instituida como condição obrigatória para a emissao do CRM, com nota minima de 70%. Ressalto isso, pois acompanho a chegada de novos médicos às UBSs,USFs,UPAs na região de Sâo Carlos, estes em sua maioria sem condição de atender os casos mais simples do cotidiano de qualquer médico.
    jose evandro marques gomes

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