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24-07-2012 |
Recém-graduados |
Em coletiva, Cremesp divulga participação em Exame para obter registro profissional |
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O Cremesp enfatizou a importância dos recém-formados participarem do Exame para obter o registro de médico no Estado de São Paulo, a partir de 2012, durante coletiva de imprensa em sua sede, neste dia 24 de julho. O registro não estará condicionado ao desempenho no Exame, mas à participação na prova. Durante apresentação à imprensa, Renato Azevedo, presidente da Casa, e os conselheiros e coordenadores do Exame do Cremesp, Reinaldo Ayer e Bráulio Luna Filho, expuseram o crescimento vertiginoso no número de cursos de Medicina, de 2000 a 2011, que coincide com o aumento de 302% nos processos contra médicos no período, principalmente relacionados a erros médicos, denunciando a má-formação dos alunos. O Exame deste ano está previsto para dia 11 de novembro e contará com o mesmo índice de dificuldade, em nove áreas básicas do conhecimento médico. Os médicos transferidos de outros Estados do Brasil terão o registro no Cremesp, independente da realização da prova. As inscrições serão realizadas de 11 a 30 de outubro diretamente no site da Fundação Carlos Chagas. Azevedo relatou que, a princípio, o Exame sofreu resistência, mas a experiência a ser implantada em São Paulo passou a ser apoiada pelo Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp), Associação Paulista de Medicina (APM), Associação Médica Brasileira (AMB) e 16 escolas médicas paulistas.O Conselho Federal de Medicina (CFM) realizará debate sobre o tema com demais conselhos regionais em setembro. Resultados “Defendemos um exame nacional para o registro legal da profissão de médico, projeto que já tramita há oito anos na Câmara dos Deputados. Mas para que a condição de passar no Exame do Cremesp seja obrigatória para o registro profissional dependemos de legislação federal, como a que existe para o Exame da OAB”, explicou Azevedo aos jornalistas. Luna destacou aos presentes que em todos os países em que há boa medicina, os médicos não entram no mercado de trabalho logo depois de se formarem sem uma avaliação.“É preciso abandonar a concepção de que ter o diploma já habilita para a Medicina. Temos que nos organizar em defesa do paciente. Não estamos impedindo os alunos de exercer a profissão, mas protegendo a população dos profissionais malformados e exigindo que as escolas se aperfeiçoem. Essa não é uma luta do Conselho, mas de toda sociedade”, disse.
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