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Notícias
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20-06-2012 |
Ensino médico |
Cremesp, AMB e APM repudiam intenção do MEC de criar mais milhares de vagas em cursos de Medicina |
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Em defesa da saúde dos cidadãos e da qualidade do exercício da medicina do Brasil, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Paulista de Medicina (APM), com o apoio das sociedades de especialidades médicas, vêm a público posicionar-se contrários à intenção do Ministério da Educação (MEC), ratificada no boletim Notícias do Dia, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, de criar mais 2.415 novas vagas em cursos médicos já existentes e em outros a serem criados desde agora até 2014. O Conceito Preliminar de Cursos (CPC), divulgado também pelo Ministério da Educação, confirmou ser preocupante o número de escolas médicas que alcançaram notas ruins, entre 1 e 2 (de 141 instituições avaliadas, foram 23). Também lamentamos que nenhuma delas tenha obtido nota máxima (5). Cabe ao MEC, portanto, assumir seu papel regulador e fiscalizador do ensino, exigindo reformas imediatas nos cursos de ensino insuficiente e até punindo-os ou fechando-os, quando for o caso. Infelizmente, ao longo dos anos, percebe-se omissão e descaso em relação ao problema. O que temos visto é a desenfreada abertura de novas escolas, públicas e privadas, sem critérios adequados à boa formação médica. E o que fazer com as que não formam adequadamente? Em vez disso, recorre-se a estratagemas que apenas colocam em risco a saúde e a vida dos cidadãos. Agora mesmo, além da condenável idéia de criar novas vagas em cursos medicina, o governo ameaça abrir as fronteiras do país a profissionais formados no exterior sem exigir, por meio de exame rigoroso para revalidação de diploma, para comprovar que estão de fato aptos a exercerem a medicina no Brasil. A saúde e a vida dos brasileiros corre risco iminente, dessa forma. Assim, AMB, APM e Cremesp cumprem sua missão ao denunciar o perigo e chamar a atenção da mídia e da população. Caso o governo insista em tais propostas, embasado em convicções próprias, estamos prontos para um debate público, para o qual convidamos os Ministros da Educação e da Saúde. Não nos furtaremos em momento algum em defender a medicina e especialmente nossos pacientes, motivo maior do nosso trabalho. São Paulo, 20 de junho de 2012 Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo |



