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    01-02-2012

    Cracolândia

    Cremesp defende ações conjuntas entre as áreas da saúde, assistência social e justiça


    Posicionamento sobre a ação na Cracolândia


    O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), considerando a intervenção recente na região da Cracolândia, defende a adoção imediata de ações sincronizadas entre as áreas da saúde, assistência social e justiça.

    O uso de crack e outras substâncias químicas de ação psicotrópica é um transtorno mental passível de tratamento que depende de procedimentos integrados, médicos e humanitários. Não pode, assim, ser reduzido a uma ação policial intempestiva, que trata todos os cidadãos doentes como criminosos.

    Na Cracolândia, há convivência da criminalidade com casos de vulnerabilidade social, problemas familiares, uso recreativo de substâncias, quadros de dependência química moderados e graves, incluindo estados psicóticos provocados pelo consumo de crack. Cada grupo de pacientes exige tratamentos diversos e medidas governamentais articuladas.

    Não existe solução única e generalizada para tratar usuários de crack. É necessária a avaliação multiprofissional de cada caso, visando o encaminhamento adequado do paciente.

    Somente os diagnósticos social e clínico corretos podem sustentar cada modalidade de tratamento proposto, desde os consultórios de rua, o albergamento socioterapêutico, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), até as excepcionais e pontuais internações involuntárias ou compulsórias.

    O Cremesp rechaça o voluntarismo terapêutico e higienista, ao mesmo tempo em que afirma que a Medicina tem muito a contribuir com o resgate dessa população, por meio de ações responsáveis baseadas na ética, no saber técnico-científico, na tolerância e no respeito incondicional ao ser humano.


    Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo

    Sessão Plenária, 31 de janeiro de 2012


    OBS: Sobre o tema, veja a íntegra do documento da Câmara Técnica de Saúde Mental do Cremesp.

    Tags: crackcracolândiadrogasassistênciaCAPsConeddependênciaatendimento multiprofissional.

    Veja os comentários desta matéria


    Excelente o posicionamento do CREMESP! Aborda de forma correta este drama nacional, faz uma leitura integral, humana e pró-ativa para a resolução do problema. Aqui, não há outra saída senão ações integradas, coerentes e éticas; para que as medidas pontuais de uso da força possam ter legitimidade. Intervenções baseadas na Ciência e na Justiça, não em moralismos e livre de qualquer visão higienista podem ser efetivas. Esta posição instituicional do CREMESP é de fundamental importância para levar luz ao dabate Enfrentamento do Crack no Brasil. Não resolve em nada os governos e a sociedade civil terem um discurso que não espelham a prática e a realidade que ocorre hoje nosso País. Médico Sanitarista - Curitiba/PR
    João Alberto Lopes Rodrigues

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