Busca
Classificação de assuntos:

Pesquisa por palavra-chave:


Últimas Notícias
  • 23-11-2020
    Plenária
    Cremesp cobra regulamentação de lei que estende a isenção do rodízio para médicos da Região Metropolitana de São Paulo
  • 20-11-2020
    Vacinas
    Live no Cremesp aborda imunizantes contra a covid-19 em desenvolvimento
  • 19-11-2020
    Memorial São Paulo Covid-19
    Cremesp apoia PL que propõe a criação de monumento em memória dos profissionais vitimados pela pandemia
  • 18-11-2020
    Palestra online
    Cremesp reforça a importância do preenchimento adequado do prontuário médico, em palestra com médicos do HMARS
  • Notícias


    14-03-2005

    Aids no Feminino: evento foi um sucesso de público e conteúdo

    Debate realizado em 10/03, na sede do Cremesp, mostrou as dificuldades que as brasileiras enfrentam para prevenir e tratar a doença



    O encontro, organizado pelo Grupo PelaVidda, com apoio do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, contou com a presença de Caio Rosenthal, infectologista do Hospital do Servidor Público Estadual e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e conselheiro do Cremesp; do psicanalista e colunista do jornal "Folha de S.Paulo" Contardo Calligaris e de Nair Brito, fundadora do Movimento Latino-americano e Caribenho de Mulheres Vivendo com HIV/AIDS e do Movimento Nacional de Cidadãs PositHIVas.

    Jornalista e militante na causa, Mário Scheffer mediou a discussão.

    Rosenthal iniciou sua participação divulgando alguns dados sobre as mulheres norte-americanas soropositivas: a maioria das portadoras do HIV/AIDS está desempregada, 50% são negras, 20% são latinas e apenas 14% estão casadas.

    O que mais chamou a atenção dos presentes, entretanto, foram as desvantagens femininas referentes ao tratamento da doença. De acordo com o médico, as mulheres sofrem mais efeitos provocados pelo tratamento anti-retroviral: “entre os anti-retrovirais mais tóxicos está a estavudina. Mas, para o fígado das mulheres, a nevirapina, droga comum em muitas terapias, chega a ser 11% mais tóxica. A dislipidemia também se mostra mais comum entre elas”.

    A dislipidemia associa-se ao aumento dos índices de colesterol e triglicérides, e é responsável pelo surgimento da lipodistrofia ou acúmulo de gorduras em partes específicas do corpo.

    Calligaris lembrou a extrema dificuldade de se trabalhar a prevenção nas relações amorosas: “a importância da vida de uma mulher soropositiva tem relação com a expectativa que ela tem para amar e ser desejada”. E acrescentou: “prevenção em excesso equivale ao fracasso. O discurso preventivo só é possível de ser alcançado, se o divulgador não relevar somente o cuidado à saúde, mas a preservação da vida sexual do sujeito. Ninguém consegue controlar as fantasias sexuais. Se os métodos de prevenção forem compatíveis às fantasias do casal serão utilizados, caso contrário não”. Mas, acredita que “é muito mais difícil ser mulher soropositiva, que homem soropositivo”.

    Brito confirmou grande parte das dificuldades encontradas pelas mulheres com HIV/AIDS e citadas no evento, lembrando sua luta pelo fornecimento gratuito dos anti-retrovirais pelo governo. Reiterando os conceitos de Rosenthal sobre os efeitos do coquetel contra a Aids nas mulheres, ela questionou: “Nós (mulheres) e as crianças utilizamos a mesma quantidade terapêutica que os homens. Será que os fabricantes dos medicamentos não percebem que somos corporalmente menores? As condições biológicas devido a este forte tratamento ficam evidentes, como pernas finas, barriga etc”. Confiante quanto ao combate feminino da doença, a ativista diz “acreditar muito nas mulheres com HIV, pois muitas, mesmo com tanto preconceito e discriminação, renascem para a vida”.

    Na ocasião, o Grupo Pela Vidda lançou mais uma edição dos Cadernos Pela Vidda - Mulher Cidadã Positiva.  Editada pelo jornalista Mário Scheffer, aborda entre outros tópicos, tratamentos, qualidade de vida, direitos e ativismo para mulheres que vivem com HIV/Aids.

    Fonte: http://www.agenciaaids.com.br

    Atenção: para abrir o Caderno acima, instale gratuitamente o Programa Acrobat Reader em sua máquina. 



    Este conteúdo teve 83 acessos.


    CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO
    CNPJ: 63.106.843/0001-97

    Sede: Rua Frei Caneca, 1282
    Consolação - São Paulo/SP - CEP 01307-002

    CENTRAL DE ATENDIMENTO TELEFÔNICO
    (11) 4349-9900 (de segunda a sexta feira, das 8h às 20h)

    HORÁRIO DE EXPEDIENTE PARA PROTOCOLOS
    De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h

    CONTATOS

    Regionais do Cremesp:

    Conselhos de Medicina:


    © 2001-2020 cremesp.org.br Todos os direitos reservados. Código de conduta online. 377 usuários on-line - 83
    Este site é melhor visualizado em Internet Explorer 8 ou superior, Firefox 40 ou superior e Chrome 46 ou superior