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    08-08-2011

    Saúde em 2021

    Palestras e debates avaliaram problemas e delinearam soluções


    Na tarde do último dia do Fórum Saúde em 2021 (03/08), os congressistas participaram das palestras de Richard Horton, editor chefe da revista científica The Lancet; de Dirceu Aparecido Barbano, diretor presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária); Januário Montone, secretário municipal de Saúde de São Paulo, entre outros. 

    Horton afirmou que o mundo está impressionado com o crescimento econômico do Brasil e por essa razão tem sido alvo de uma série de reportagens do Lancet. "Apesar dos avanços, o país ainda apresenta grandes desigualdades", lembrou. Para o editor do periódico, "é preciso identificar quais os determinantes que devem permitir equacionar o desafio médico e científico face as desigualdades, principalmente sob o ponto de vista político, apontando as estruturas que amplificam essas desigualdades e como combatê-las".

    Para Barbano, a Anvisa tem consciência de que é preciso ampliar o acesso da população às novas tecnologias e serviços. "É preciso entender que a regulação sanitária não  restringe o espírito empreeendeor do cientista, mas que precisamos desenvolver produtos que não ofereçam riscos nas estapas de desenvolvimento e comercialização.“

    Para o secretário de saúde do município, aperfeiçoar a gestão é um dos grandes desafios para o futuro da saúde pública. “O gestor municipal é a maior vítima do setor de saúde. Criamos um SUS que é único, mas na verdade não é. Os sistemas não se falam, não conseguimos planejar uma rede real. Nosso modelo de governança, e o próprio papel do gestor, é indefinido”, criticou Montone. E alertou: "temos 5 milhões de paulistanos visitados por agentes de saúde. O SUS é um sistema de prevenção e isso choca as pessoas. Esperamos que em dez anos os sistemas público e privado se aproximem e se transformem em um sistema de saúde de fato, e não de doença.“


    Conclusões

    Traçar um panorama da saúde no país daqui a 10 anos, por meio da explanação dos problemas pertinentes ao setor (no campo científico, tecnológico e da educação), em nível nacional e internacional, extraindo - a partir dos debates com os congressistas - ideias e possibilidades de melhorias do atendimento no sistema básico de saúde para os brasileiros. Este foi o principal desafio do Fórum Internacional SPDM - Saúde em 2021, realizado nos dias 2 e 3 de agosto, em São Paulo.

    Para Nacime Salomão Mansur, conselheiro do Cremesp, Superintendente dos hospítais afiliados da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) e integrante da Comisão Executiva do Fórum, o encontro foi um sucesso e superou as expectativas não apenas em número de inscritos, mas principalmente na participação de especialistas ilustres, nacionais e internacionais. 

    "O Brasil está evoluindo rapidamente para melhorar seu sistema de saúde, embora ainda tenha ainda um longo caminho a percorrer", afirmou. "Estamos encontrando soluções mais aprimoradas para o sistema e para as instituições de saúde, e já rompemos algumas amarras associadas à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico", garantiu o conselheiro.

    "A pergunta que ainda nos fazemos é como o aluno que ingressa, hoje, na Faculdade de Medicina, encontrará o sistema de saúde para trabalhar, do ponto de vista da estruturação e organização do atendimento em si, da pesquisa médica, e até mesmo no que diz respeito à formação profissional nos cursos de Medicina e na relação do médico com o complexo industrial no setor da saúde", questionou Nacime, demonstrando preocupação com o exercício da profissão no futuro.

    Para ele, todas as tentativas de encontrar e definir caminhos para melhorar a formação médica são válidas. "Está evidente que é preciso impedir a abertura indiscriminada de escolas médicas, muitas sem a mínima estrutura para a formação profissional de qualidade, impactada no sistema durante 40 anos, e que reflete riscos para o futuro da saúde", alertou. 

    "Acredito que este simpósio conseguiu reunir, de maneira diversa, várias opiniões de palestrantes e congressistas, que enriqueceram o debate na preparação de propostas e ferramentas viáveis que possibilitem um futuro melhor na saúde dos brasileiros. E mais: que estas propostas beneficiem os profissionais que atuam no setor e garantam para a população um atendimento de qualidade”, finalizou. 



    Na sequência, Richard Horton, Dirceu Barbano e Januário Montone: palestrantes ilustres que enriqueceram o conteúdo do Fórum Saúde em 2021


    Fotos: Osmar Bustos


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