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 Mesa da primeira palestra do XII Enem, que contou com representantes do Cremesp, CFM, AMB e Fenam
Promover uma revisão das ações recentes, desenvolvidas pelas instituições nacionais que representam os médicos brasileiros (AMB, CFM e Fenam, organizadoras do evento), relacionadas às políticas públicas de saúde e ao exercício pleno e digno da Medicina no país. Programar uma agenda comum que aumente a visibilidade do movimento médico nacional no que diz respeito às melhorias do atendimento em saúde oferecido à população e das condições de trabalho do médico. Essas foram as principais propostas apresentadas na abertura do XII Encontro Nacional de Entidades Médicas (XII Enem), evento que acontece de 28 a 30 de julho, em Brasília.
Após a abertura dos trabalhos, coordenada pelo secretário do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, três palestras inauguraram este primeiro dia do evento, todas voltadas para a formação médica no país.
Escolas médicas José Luiz Gomes do Amaral, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), enfocou uma seleção de propostas discutidas nos pré-Enems regionais e relacionadas à qualidade da graduação. Ele reforçou o apoio da entidade a várias delas, assim como o necessário acompanhamento junto ao MEC do processo de abertura e validação dos cursos de Medicina, e o apoio ao substitutivo PL 65/2003, de autoria do deputado Átila Lira (PSB/PI), que estabelece requisitos mínimos para a autorização e reconhecimento dos cursos superiores de Medicina, além da renovação para seu funcionamento. Também estimulou a participação das entidades junto ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), defendendo a adoção de diretrizes claras para a formação de comissões participativas de avaliação em todo o processo de formação médica.
Para o presidente da AMB, não há qualquer justificativa para que se crie novas escolas médicas no país, fundamentado no argumento das necessidades regionais de profissionais. Quanto à revalidação de diplomas, lembrou a importância da participação sistemática das entidades médicas na aplicação do exame nacional unificado, para qualificar de fato o processo. Enfatizou a importância de realizar um estudo que possibilite identificar onde residem os médicos com os diplomas revalidados.
Foto: Osmar Bustos
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