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CAPA

EDITORIAL (pág. 2)
Mauro Aranha - Presidente do Cremesp


ENTREVISTA (pág. 3)
Gilberto Natalini


INSTITUIÇÕES DE SAÚDE (pág. 4)
IOT é referência no tratamento e pesquisa de lesões do aparelho locomotor


CERIMÔNIA (pág. 5)
Cremesp homenageia médicos da Capital com mais de 50 anos de atividade


ESCOLAS DE MEDICINA (pág. 6)
Programa do Cremesp irá avaliar progressão do ensino médico


SAÚDE PÚBLICA (pág. 7)
Campanhas de prevenção às arboviroses se intensificam com proximidade do verão


URGÊNCIA E EMERGÊNCIA (págs. 8 e 9)
Pacientes graves esperam até dois dias por leito de UTI


SIMPÓSIO (pág. 10)
Comitês de Bioética ainda enfrentam desafios para sua criação em hospitais


EVENTOS (pág. 11)
Agenda


EU, MÉDICO (pág. 12)
Jovem médica recomenda esporte como estilo de vida


JOVENS MÉDICOS (pág. 13)
Residentes pressionam governo paulista para pagamento de reajuste das bolsas


EDITAIS (Pág. 13)
Convocações


BIOÉTICA (pág. 15)
Bolsas para estudante de Medicina


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Edição 343 - 12/2016

EDITORIAL (pág. 2)

Mauro Aranha - Presidente do Cremesp


A saúde pública, enquanto agoniza

 

    

“O estudo do Cremesp, junto a diretores clínicos de hospitais públicos, revela a crítica situação da mais rica metrópole brasileira: sinal patognomônico de uma grave doença, a que podemos chamar de doença Brasil”

 

O Datafolha acaba de revelar que a saúde é a principal preocupação da população. Hoje, 33% dos brasileiros colocam-na em primeiro lugar entre os mais graves problemas do País, superando inclusive a corrupção endêmica e institucionalizada.

A insegurança de quem necessita de assistência advém de fatores bastante conhecidos, como gestão incompetente, falta de investimentos e o consequente sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso é sobejamente evidenciado por recente levantamento do Cremesp, junto a diretores clínicos de 17 instituições, registrando ocupação de 100% de UTIs para adultos em hospitais públicos municipais, estaduais, filantrópicos e autarquias da Capital paulista. O que obriga o paciente grave a receber cuidados intensivos na retaguarda dos prontos-socorros enquanto espera por até dois dias para sua transferência.

Pela gravidade do quadro, o mínimo a esperar seria uma intervenção urgente e coordenada de todas as instâncias de governo para garantir segurança àqueles que já se encontram em situação de iminente risco à vida. Contudo, o movimento a que assistimos vai em caminho inverso. A “PEC do Teto”, recém-aprovada pelo Legislativo Federal, congelou as dotações orçamentárias da saúde por 20 anos, restringindo-as à correção pela inflação.

Se considerarmos que os índices inflacionários são bem menores que os da área da Saúde, o decréscimo orçamentário será espantoso. Já se estima em algo próximo de mais de R$ 400 bilhões em duas décadas. Assim, só podemos esperar uma tragédia anunciada.

O estudo do Cremesp revela a crítica situação da mais rica metrópole brasileira: sinal patognomônico de uma grave doença, a que podemos chamar de doença Brasil. Pacientes que acorrem ao pronto atendimento, atendidos e referenciados para cirurgias eletivas em curto prazo, também não conseguem vagas em hospitais secundários e terciários da rede. Há demora de três a quatro semanas para a realização de tais procedimentos.

Entre outras lacunas e insuficiências da atenção à saúde pública, tem-se o contingenciamento de leitos, insumos e serviços da ordem de 20% até 30% na maioria das instituições avaliadas.

A verdade é uma só: a saúde pública está muito doente. O que nos cabe, faremos, para salvá-la.


Opinião

Quando a desinformação se torna questão de saúde

Marcos Boulos-Diretor de Comunicação do Cremesp

Nas décadas de 70, 80 e 90, presenciei todo tipo de boataria e informação equivocada sendo propagadas como se fossem genuínas. Até mesmo os veículos profissionais de comunicação não estão isentos de embarcar em lendas urbanas. No entanto, quando essa prática alcança a área da saúde, os danos podem ser irreversíveis, colocando em risco a saúde pública.

A revolta da vacina, no início do século passado, gerou uma onda de pânico, medo e desinformação, demonstrando como a ausência de diálogo somada ao autoritarismo e à violência dos agentes de saúde dificultaram a erradicação da varíola, uma das prioridades de Oswaldo Cruz.

Será que hoje essa história se repetiria? Qualquer pessoa pode acionar os motores de busca (como Google ou Yahoo) para pesquisar diagnóstico e tratamentos. O problema é que tais serviços não fazem seleção entre as fontes. É por isso que muitos dos resultados de pesquisa médica podem não ser relevantes. Nos Estados Unidos, já é possível encontrar mecanismos de busca, que usam fontes revisadas e sites selecionados por especialistas, fornecendo a informação médica mais relevante e confiável. É o caso do healthline.com.

No Brasil, os profissionais de saúde ainda buscam formas para responder publicamente e em tempo hábil à disseminação da desinformação e rumores durante eventos de saúde pública – vejam o caso grave da crise do Ebola, de 2014. É fundamental prever antecipadamente métodos mais eficazes, que sejam capazes de responder e contrariar informações erradas ou apoiar informações precisas.

Antes de finalizar, destaco uma importante mudança no Jornal do Cremesp. Após vários anos sendo impresso em papel reciclado, ele volta a ser impresso em papel couchê branco certificado. Além da valorização estética das páginas, trata-se de um produto que obteve o selo Forest Stewardship Council (FSC), que certifica os papéis provenientes de florestas manejadas de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável.

Desta forma, o Cremesp alia o compromisso ambiental, que beneficia trabalhadores e comunidades locais, com o conteúdo editorial do jornal, que valoriza os aspectos humanitários do exercício ético da Medicina.

 

 


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