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Câncer uterino


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Edição 312 - 03/2014

SAÚDE PÚBLICA (pág.5)

Câncer uterino


Especialistas reforçam importância da vacina contra HPV

Sociedades de Pediatria e Imunizações contestam críticas à campanha de vacinação para meninas de 11 a 13 anos


Kfouri: estudos evidenciam potencial protetor da vacina


A imunização contra o HPV, que passou a integrar o calendário anual de imunização do Ministério da Saúde (MS), virou alvo de críticas por parte de alguns médicos, conforme divulgado pela imprensa. A alegação seria de que faltam evidências científicas de que a vacina previne, de fato, a mortalidade das meninas e que poderia vir a acarretar a Síndrome de Guillain-Barré, falência ovariana, uveítes, além de convulsões e desmaios, embora não  haja estudos que evidenciem essa acusação. As premissas são contestadas fortemente pelas sociedades de especialidades.

A Campanha Nacional de combate à doença aconteceu em 10 de março deste ano e visou atingir 5,2 milhões de pré-adolescentes – de 11 a 13 anos de idade –, em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), com previsão de parceria com as secretarias de educação para envolver as escolas públicas e privadas. O MS investiu R$ 465 milhões na compra de 15 milhões de doses da vacina.

Avanço
Tanto o Ministério da Saúde como a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) contestam as críticas e reiteram a importância da vacinação contra o HPV na prevenção não apenas do câncer de colo uterino, mas também de neopla­sias em outros órgãos. “A SBIM reconhece o avanço que foi a inclusão dessa vacina no Programa Nacional de Imunizações (PNI), beneficiando grande parte de nossa população que não tinha acesso à vacinação, só disponível, até então, na rede privada. A faixa etária escolhida é, sem dúvida, a prioritária, e a classe médica tem fundamental importância na comunicação e no esclarecimento da população”, afirma o presidente da entidade, Renato de Ávila Kfouri.

De acordo com o diretor corregedor e presidente da Câmara Técnica de Pediatria do Cremesp, também vice-presidente do Departamento de Bioética da Sociedade Brasileira de Pediatria e membro da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Clóvis Constantino, os avanços científicos devem ser colocados à disposição de toda a população, nos casos em que a Ciência e a Bioética demonstraram relação ade­quada entre benefício, risco e custo. Assim, nosso PNI continua sendo um dos mais avançados do planeta, com ênfase nas evidências científicas e no referencial bioético da justiça na distribuição de recursos”, avalia.


Campanha de vacinação visa atingir pré-adolescentes


Eficácia
Kfouri afirma que o li­cen­ciamento de novas vacinas é baseado em extensos estudos de segurança e eficácia, que atestam a capacidade de um novo produto de trazer o benefício esperado sem efeitos colaterais importantes. Segundo ele, a vacina contra o HPV só foi licenciada — e posteriormente incorporada ao calendário de países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Austrália e tantos outros — após a demonstração inequívoca de que é capaz de prevenir as lesões precursoras de câncer de colo uterino, vagina e vulva, com eficácia próxima de 100%. Além da redução quase que total das verrugas genitais. “Novos estudos ainda demonstram o potencial protetor da vacina na prevenção de outros tipos de câncer: ânus, cabeça e pescoço e pênis, por exemplo”, diz.

Em relação a alguns casos de reações à imunização – com posterior suspensão em alguns países – Kfouri acredita que são as mesmas conhecidas para praticamente todas as vacinas: dor local, inchaço, febre e mal-estar, que além de não serem muito frequentes, quando ocorrem costumam ser leves e transitórias. “Vários estudos pós-implantação da vacina e o sistema de vigilância de eventos adversos americano (Vaers), confirmam, após a aplicação de milhões de doses da vacina, que esta não se relaciona com aumento de doenças e aparecimento de efeitos colaterais graves”, comenta. Ele relata que um recente estudo conduzido em países nórdicos, com quase 1 milhão de meninas incluídas, demonstrou a não associação causal entre a vacina e qualquer evento adverso grave.

 



Há mais de 100 tipos de HPV


A cada ano, 270 mil mulheres no mundo morrem de câncer de colo de útero, decorrente da contaminação por algum tipo do vírus HPV. No Brasil, 5.160 mulheres vieram a óbito em 2011. Em 2013, o Instituto Nacional do Câncer estimou o surgi­mento de 17.540 novos casos.

Capaz de infectar a pele ou as mucosas, o HPV possui mais de 100 tipos. Do total, pelo menos 13 têm potencial para causar câncer. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infec­tadas pelos tipos 16, 18 ou ambos.

 


 

Estratégia combinada de prevenção é mais eficaz


Com autorização dos pais ou responsáveis, cada ado­lescente deve receber três doses da vacina para ficar imunizada contra o HPV. Após a primeira dose, a segunda deverá ocorrer após seis meses e a terceira após 60 meses, de acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI). A previsão é de que, em 2015, a vacina contra o HPV também seja ofertada a meninas de 9 e 10 anos.

O tipo de vacina disponível no Brasil é a qua­dri­valente, que previne contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18). Dois deles (16 e 18) respondem por 70% dos casos de câncer de colo de útero, responsável atualmente por 95% dos casos de câncer no País. É o segundo tipo de tumor que mais atinge as mulheres, atrás apenas do câncer de mama.

De acordo com o presidente da SBIM, Renato Kfouri, novas vacinas contendo mais tipos de HPV devem estar licenciadas no futuro. “Por isso, as meninas, mesmo vacinadas adequadamente, devem continuar realizando o exame preventivo de Pa­pa­nicolau. A estratégia com­binada de prevenção primária (vacinação) e secundária (triagem citoló­gica pelo Papani­colau) ainda é a que mais resultados traz na prevenção dessa enfermidade que mata, em nosso País, uma mulher a cada dois minutos”, orienta.

 


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