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Cremesp reprova hospitais de Ribeirão Preto
Pronto-atendimento da Santa Casa (foto) e do Santa Lydia foram reprovados em pesquisa
Santa Casa e Santa Lydia apresentaram problemas
Jacqueline Pioli
A Santa Casa de Ribeirão Preto foi reprovada em seis de nove itens fiscalizados pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). A Fundação Hospitalar Santa Lydia apresentou problemas em cinco avaliações.
As direções dos hospitais afirmam que não apresentam os problemas apontados na pesquisa.
O Cremesp fiscalizou 71 serviços de urgência e emergência no estado, entre fevereiro e abril deste ano. Em Ribeirão, foram duas unidades vistoriadas.
Segundo a avaliação, a Santa Casa apresenta macas com pacientes nos corredores, o que representa lotação. Ainda segundo a pesquisa, a Santa Casa tem dificuldade em encaminhar pacientes para outros serviços, não tem chefia de plantão e médico diarista e na unidade falta material classificado como permanente crítico. Além disso, a sala de emergência foi considerada inadequada.
Desses seis itens, a Fundação Hospitalar Santa Lydia só não apresentou problemas de lotação.
Segundo o conselheiro estadual do Cresmesp na região de Ribeirão Preto, Isac Jorge Filho, essas deficiências afetam tanto o atendimento ao paciente como também o trabalho dos médicos.
De acordo comele, esses problemas ocorrem devido à falta de uma boa gestão. “Se falta verba e pessoal para trabalho, caímos na gestão. Por isso, o problema é fundamentalmente de gestão”, afirma.
Os resultados da avaliação do Cremesp serão encaminhados ao Ministério da Saúde, à Secretaria de Estado da Saúde e às secretarias municipais.
Hospitais questionam pesquisa
Segundo a Santa Casa, a lotação na unidade não é constante, mas “demonstra que a capacidade instalada no hospital é insuficiente para atender a demanda gerada pelo setor público”.
Quanto à dificuldade de encaminhar pacientes, a Santa Casa afirma que é uma “situação externa ao hospital”, gerada pela alta demanda na região.
Ainda segundo a Santa Casa, há chefia de plantão, médico diarista, materiais e equipamentos e a sala de emergência tem tudo o que é necessário para um bom atendimento ao paciente.
Já o Santa Lydia afirma que não há dificuldade no referenciamento do paciente e que o hospital possui chefia de plantão e médico diarista. O hospital questiona qual material estaria faltando na unidade e o que o Cremesp considera uma sala de emergência inadequada. “Somente com essas informações será possível responder aos questionamentos”.


