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Cremesp na Mídia


10-01-2009

Médico renomado é acusado de abuso sexual


O Globo - País - 10/01/2009 - Pacientes dizem ter sido molestadas por especialista em fertilização in vitro; ele nega todas as denúncias.

 Flávio Freire

 

                SÃO PAULO. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) determinou ontem a abertura de sindicância para apurar as denúncias, já investigadas pelo Ministério Público Estadual, contra o médico Roger Abdelmassih, um dos pioneiros da fertilização in vitro no Brasil.

                Ele é acusado de abuso sexual, segundo relatos de pacientes feitos a três promotores.

                Pelo menos oito mulheres entre 30 e 40 anos - entre elas uma ex-funcionária que admitiu ter tentado chantagear o médico - acusam Abdelmassih de abusar sexualmente delas durante as consultas, inclusive enquanto estavam sedadas. O Cremesp informou que solicitou informações sobre o inquérito que apura denúncias.

                O promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP, Luiz Henrique Dal Poz, disse que recebeu ontem uma nova denúncia contra Abdelmassih, que nega as acusações. Segundo Poz, o médico deverá ser enquadrado no crime de atentado violento ao pudor (seis a dez anos de prisão).

                As investigações começaram há um ano e meio, mesma época em que o médico passou a ser atacado, de forma anônima, em blogs em comunidades de sites de relacionamento.

                "Crime sexual raramente traz provas documentais" Segundo o promotor, Abd e l m a s s i h f o i c o n v o c a d o duas vezes para depor. Na primeira, pediu novo prazo.

                Depois, enviou um atestado de saúde para justificar sua ausência. O Ministério Público afirmou ter apenas relatos de supostas vítimas.

                - O crime sexual raramente traz provas documentais. É um crime quase sempre na clandestinidade.

                O que prepondera nesses caso é o relato verossímil das vítimas e as circunstâncias em que se encontram vítimas e acusado - disse Dal Poz.

                Em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", três das supostas vítimas fizeram acusações ao médico. Uma disse ter sido assediada quando foi ao consultório implantar os embriões.

                Segundo ela, Abdelmassih a abraçou, deu-lhe um beijo e disse que sentia pena por ela ter o marido que tinha. Ela disse que começou a gritar e o médico deixou a sala. Outra paciente disse que, ao acordar da sedação, viu o médico com a braguilha da calça aberta e usando a mão dela para se masturbar.

                Em nota, o médico disse que não teve acesso integral ao inquérito. "Não posso, portanto, prestar esclarecimentos sobre depoimentos de denunciantes por mim desconhecidos, de caráter notoriamente duvidoso, que, sem provas cabais, fazem depoimentos criminosos com o intuito de denegrir minha imagem profissional, construída ao longo de uma carreira de mais de 40 anos, muito bem sucedida". O advogado de Abdelmassih, Adriano Salles Vanni, disse ao GLOBO estranhar que a maioria das pessoas que acusam seu cliente continue o tratamento no consultório: - Há um ano e meio começou uma campanha difamatória contra o doutor Abdelmassih na internet, e pedimos a instauração de dois inquéritos na Delegacia de Meios Eletrônicos. Se ele tivesse algo a esconder, não levaria o assunto à polícia.

                O marido de uma das vítimas alegou que o tratamento continuou porque os embriões estão congelados no consultório do médico.

                Mais de 7,5 mil crianças nasceram com o processo de inseminação artificial feito no consultório de Abdelmassih.

 

 Perigo nos consultórios

 

                Além de Roger Abdelmassih, outros médicos brasileiros renomados já foram acusados de crime sexual dentro de consultórios.

                Um dos casos mais conhecidos foi o do pediatra Eugênio Chipkevitch, que filmava cenas de abuso enquanto atendia os pacientes. As cenas fortes foram exibidas por redes de televisão e chocaram a sociedade. Especializado no tratamento de adolescentes em São Paulo, Chipkevitch foi preso em março de 2002 e, após um ano, condenado a 124 anos de prisão por pedofilia.

                Ainda está preso.

                Ao investigar o crime, a polícia apreendeu 35 fitas de vídeo que registravam a ação do médico, que sedava e molestava adolescentes.

                O material foi encontrado numa caçamba de lixo na região dos Jardins.

                Numa das fitas, o pediatra aparece em práticas de abuso sexual com um garoto de 13 anos que estava de olhos vendados.

                Outro caso que chamou atenção foi o do ginecologista Vasco Rodrigues da Cunha, de Brasília, o primeiro médico brasileiro proibido de exercer a profissão por ser acusado de assédio sexual. Seu registro foi cassado em novembro de 1995 pelo Conselho Federal de Medicina. Os indícios de crime sexual começaram em 1993, quando duas sobrinhas dele, menores de idade, relataram que o ginecologista as obrigava a se masturbar e apalpava seus seios. Após a divulgação das denúncias, 11 mulheres disseram ter sido vítimas.

                Vasco era um médico conhecido em Brasília e mantinha consultório numa das áreas mais nobres da capital federal.

                Também em Brasília, o gastroenterologista Rodrigo Barbosa Vilaça foi acusado de usar a internet para transmitir fotos de cenas de sexo envolvendo crianças. Preso em 2001, pagou fiança e ficou em liberdade provisória. A polícia obteve gravações de conversas de Vilaça nas quais ele confirma ter abusado de menores. Uma agente se fez passar por interessada em imagens de menores, e, com autorização judicial, comprovou que o médico já tinha molestado uma menina de 8 anos em seu consultório, além de outras vítimas. Vilaça também dopava as meninas. Alegou, quando preso, que era doente e precisava de tratamento.


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